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PREVENÇÃO

Brasil deixa lista dos países com mais crianças sem vacinação após avanço histórico

Na comparação com 2023, a redução se aproxima de 90%. Em relação ao ano anterior, a queda é de aproximadamente 86%.

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Brasil deixa lista dos países com mais crianças sem vacinação após avanço histórico
Os números fazem parte das Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC). (Foto: Agência Brasil)


A vacinação infantil no Brasil registrou uma das recuperações mais expressivas do mundo nos últimos anos. Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que o país reduziu de cerca de 360 mil para aproximadamente 50 mil o número de crianças classificadas como zero-dose entre 2023 e 2025. Com esse resultado, o Brasil deixou de integrar a lista dos 20 países com maior quantidade de crianças que nunca receberam a primeira dose da vacina com componente DTP, representada no país pela vacina pentavalente.

Leia também: SUS já vacinou mais de 48 mil crianças contra doenças pneumocócicas no Ceará

Os números fazem parte das Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), principal referência internacional para acompanhar a evolução da imunização em diferentes países.

Vacinação infantil no Brasil registra recuperação histórica

O levantamento mostra uma trajetória consistente de recuperação da cobertura vacinal. O número de crianças sem nenhuma dose da vacina caiu de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024. Em 2025, o contingente foi reduzido para cerca de 50 mil.

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Na comparação com 2023, a redução se aproxima de 90%. Em relação ao ano anterior, a queda é de aproximadamente 86%.

O desempenho coloca o Brasil entre os países que mais avançaram na recuperação da vacinação infantil após os impactos provocados pela pandemia de Covid-19.

Segundo a OMS e o Unicef, o país também integra o grupo de 17 nações que ampliaram em mais de cinco pontos percentuais a cobertura da primeira dose da vacina contendo DTP entre 2019 e 2025.

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Nesse período, o Brasil registrou crescimento de 19 pontos percentuais, ficando atrás apenas da Líbia entre os países avaliados.

O que significa o indicador de crianças zero-dose

O conceito de crianças zero-dose é utilizado internacionalmente para identificar meninos e meninas que não receberam sequer a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche.

No Brasil, essa proteção é oferecida pela vacina pentavalente, que também imuniza contra hepatite B e infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib), responsável por doenças graves como meningite e pneumonia.

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O indicador é considerado estratégico porque permite identificar crianças completamente fora do sistema de imunização. Quanto maior esse contingente, maior o risco de circulação de doenças que poderiam ser evitadas com vacinação.

Além disso, alcançar esse público representa um desafio para os serviços de saúde, já que muitas dessas crianças vivem em áreas remotas ou enfrentam dificuldades de acesso às unidades de vacinação.

Quais ações ajudaram a ampliar a cobertura vacinal

De acordo com a OMS e o Unicef, o avanço da vacinação infantil no Brasil resulta tanto da ampliação da cobertura quanto do aperfeiçoamento dos sistemas de registro das imunizações.

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O Ministério da Saúde atribui os resultados a uma série de medidas desenvolvidas em parceria com estados e municípios, entre elas:

  1. retomada das campanhas nacionais de vacinação;
  2. realização de dias de mobilização;
  3. busca ativa de crianças com esquema vacinal incompleto;
  4. ampliação da vacinação nas escolas;
  5. fortalecimento das salas de vacinação;
  6. modernização dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI);
  7. monitoramento permanente das coberturas vacinais em todo o país.

As iniciativas têm como objetivo ampliar o acesso às vacinas e reduzir desigualdades entre diferentes regiões brasileiras.

Cenário mundial ainda preocupa OMS e Unicef

Apesar do desempenho brasileiro, a recuperação da vacinação infantil ainda ocorre de forma lenta em grande parte do mundo.

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Segundo o relatório, aproximadamente 116 milhões de crianças — o equivalente a 90% dos bebês nascidos em 2025 — receberam pelo menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche.

Outros 110 milhões completaram o esquema de três doses, correspondendo a 85% do total.

Embora esses números representem melhora em relação ao ano anterior, os índices globais permanecem abaixo dos registrados antes da pandemia.

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As estimativas indicam que cerca de 13,5 milhões de crianças continuaram sem receber sequer a primeira dose da vacina contendo DTP. Além disso, outras 7,3 milhões iniciaram o calendário vacinal, mas não concluíram o esquema recomendado.

Como consequência, 57 países registraram surtos importantes de sarampo ao longo do último ano, reforçando a preocupação das autoridades internacionais com a queda da cobertura vacinal.

Entre os 195 países analisados, apenas 30 conseguiram ampliar seus índices de imunização desde 2019, enquanto 65 permaneceram estagnados ou apresentaram retrocessos.

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Brasil ganha destaque entre os países das Américas

Na comparação com os demais países das Américas, o Brasil também apresentou desempenho superior.

Enquanto algumas nações registraram redução na cobertura da primeira dose da vacina DTP entre 2024 e 2025, o país manteve a trajetória de recuperação da vacinação infantil.

Em números absolutos, México (218 mil), Venezuela (185 mil), Argentina (101 mil) e Bolívia (89 mil) concentram atualmente os maiores contingentes de crianças zero-dose na região.

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Com a redução para aproximadamente 50 mil crianças nessa condição, o Brasil passou a ocupar posição de destaque no continente e reforçou a recuperação do Programa Nacional de Imunizações.

Para a OMS e o Unicef, fortalecer os programas nacionais de vacinação, investir na qualidade dos sistemas de informação e ampliar o acesso da população às vacinas continuam sendo medidas essenciais para evitar surtos de doenças imunopreveníveis e garantir maior proteção às crianças.

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