A história de Isaías Escossio é marcada por 18 anos de hemodiálise até a realização de um transplante de rim no Ceará. Seis anos depois de receber o novo órgão, ele transformou a experiência em motivação para orientar outras pessoas sobre a importância da prevenção e da doação de órgãos.
Aos 33 anos, Isaías descobriu que os rins estavam parando de funcionar. O diagnóstico veio depois que ele sentiu uma fraqueza e foi levado ao hospital. A partir daquele momento, a rotina que incluía trabalho e partidas de futebol precisou ser modificada.
Isaías Escossio, seis anos após o transplante, contou à TV Cidade Fortaleza como recebeu o diagnóstico e iniciou o tratamento. “Me internaram no Hospital do Coração e de lá, no mesmo momento, foi feita a transferência para o HGF, já para começar a fazer a hemodiálise, porque a pressão estava subindo demais. Então foi isso que ocasionou a minha parada dos dois rins.”
Doação de órgãos mudou a vida de Isaías após 18 anos de hemodiálise
Antes do início do tratamento, Isaías mantinha uma rotina ativa, trabalhava e gostava de jogar futebol. Com o avanço do problema renal e a necessidade de fazer hemodiálise, algumas dessas atividades deixaram de fazer parte de seu dia a dia.
A mudança foi difícil para ele: “pra mim foi um sofrimento muito grande.”
Foram 18 anos de hemodiálise até que surgisse a possibilidade do transplante. O procedimento marcou uma mudança na trajetória do paciente e alterou a forma como ele passou a enxergar a própria vida.
Depois de receber o novo órgão, Isaías decidiu compartilhar a experiência com outras pessoas que enfrentam situações semelhantes. A atuação passou a incluir ações de orientação e incentivo à prevenção e ao transplante.
Isaías descobriu problema nos rins aos 33 anos
A necessidade de iniciar a hemodiálise surgiu após um episódio de fraqueza que levou Isaías ao atendimento hospitalar. Aos 33 anos, ele recebeu a informação de que os rins estavam deixando de funcionar e precisaria começar o tratamento.
O período seguinte foi marcado pela adaptação a uma rotina diferente daquela que mantinha antes da doença. O trabalho e o futebol, atividades que faziam parte da vida do paciente, foram afetados pelas condições de saúde.
A espera pelo transplante se estendeu por 18 anos. Quando finalmente recebeu o novo órgão, Isaías passou a encarar a oportunidade como uma possibilidade de reconstruir a rotina e realizar atividades que haviam sido limitadas pelo tratamento.
Isaías usa experiência para motivar outros pacientes
Seis anos após o transplante, Isaías mantém a disposição de continuar trabalhando e compartilhando sua experiência. A nova fase também mudou a maneira como ele encara o futuro depois dos anos dedicados ao tratamento.
Isaías falou ainda sobre o significado que o procedimento passou a ter em sua vida: “você ganha outra expectativa de vida. Então, como eu fui transplantado, apesar de estar debilitado, eu vi outra vida, eu vi outra história. Hoje eu tenho 56 anos, mas enquanto Deus me der coragem, força e determinação, eu vou trabalhar pelos pacientes renais.”
Doação de órgãos é tema de campanha no Ceará
A campanha Maria Sofia, do Grupo Cidade de Comunicação, trabalha a conscientização sobre a doação de órgãos e busca estimular o diálogo dentro das famílias. A proposta é mostrar a importância da decisão de doar e como esse gesto pode influenciar a vida de pessoas que aguardam por um transplante.
No Ceará, foram realizados 2.102 transplantes em 2025. O número superou os 2.060 procedimentos registrados no ano anterior.
No Brasil, mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida a intenção de ser doadora, a autorização precisa ser dada pela família. Por isso, conversar sobre o assunto antes de uma situação de luto pode ajudar os parentes a conhecer a vontade do familiar.
Segundo Lucyara Catunda, integrante do Programa de Transplante Pulmonar do Hospital de Messejana, conversar previamente com os familiares sobre o desejo de ser doador pode facilitar todo o processo:
"Os principais responsáveis pela liberação do órgão na doação, quando o paciente está em morte encefálica, é a família. O familiar mais próximo. Então, ele sabendo que você já é doador, facilita esse processo da doação, que então acontece de modo mais rápido e menos doloroso. Porque a gente sabe que é muito doloroso. Mas já sabendo, é importante essa conscientização e sensibilização da população."




