A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) deflagrou nesta sexta-feira (16) a Operação Vector, para cumprir 13 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar um grupo criminoso de origem carioca. As ações ocorrem em Fortaleza e Caucaia e resultaram na apreensão de celulares, veículos e drogas.
A operação é conduzida pela Delegacia de Narcóticos (Denarc). Segundo a Polícia Civil, as investigações apuram a possível participação dos alvos em crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no contexto da atuação do grupo criminoso.
Dos 13 mandados de prisão expedidos, 11 têm como alvos pessoas que estavam em liberdade antes da operação. A corporação não detalhou, nas informações iniciais, a situação dos demais alvos nem divulgou a identidade dos investigados.
Os detalhes da Operação Vector foram anunciados para uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (16), às 11h30, no auditório da sede da Polícia Civil, no bairro Aeroporto, em Fortaleza. A apresentação deverá esclarecer o resultado das diligências e outros elementos reunidos durante a investigação.
Operação Vector investiga tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
A apuração conduzida pela Denarc busca esclarecer a atuação do grupo investigado e a possível participação dos suspeitos em atividades criminosas. Os mandados judiciais autorizam a realização de buscas e o cumprimento das prisões preventivas determinadas pela Justiça.
Durante as ações simultâneas, os policiais apreenderam celulares, veículos e drogas. Até a divulgação das informações iniciais, não foram detalhadas as quantidades ou os tipos de entorpecentes encontrados, nem o número de veículos e aparelhos celulares recolhidos.
A prisão preventiva é uma medida cautelar decretada pela Justiça quando estão presentes os requisitos legais. Ela não equivale a uma condenação, e os investigados têm direito à presunção de inocência durante a apuração.
A Polícia Civil também não informou, até o momento, se haverá novas fases da operação ou se outros suspeitos poderão ser identificados a partir da análise dos materiais apreendidos. Mais detalhes serão repassados ainda nesta sexta.
Operação anterior investigou crimes em Crateús e Fortaleza
Em 8 de outubro, uma ação conjunta da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE) e da Polícia Civil do Ceará foi deflagrada para investigar um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídios em Crateús e Fortaleza.
Na ocasião, foram expedidos 13 mandados judiciais, entre eles cinco de prisão preventiva. A operação também previu o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens relacionados aos investigados.
A apuração foi conduzida de forma integrada pela FICCO/CE e pela Polícia Civil. Durante os trabalhos, os investigadores reuniram elementos sobre a possível atuação do grupo na comercialização de entorpecentes e em crimes violentos nos dois municípios.
Cerca de 30 profissionais da segurança pública participaram do cumprimento das determinações judiciais e das demais atividades operacionais. As medidas foram autorizadas pelo Poder Judiciário com base nas informações reunidas durante a investigação.
Operação Área Restrita bloqueou R$ 13 milhões em bens e valores
Em 9 de setembro, a Delegacia de Narcóticos da Polícia Civil do Ceará realizou a Operação Área Restrita, com ações em Fortaleza, Itaitinga, Pacajus e Aracati. A ofensiva teve como resultado o cumprimento de mandados de prisão e o bloqueio judicial de R$ 13 milhões em bens e valores ligados aos investigados.
A operação teve 16 mandados de prisão preventiva expedidos. Quatro dos alvos já estavam presos, enquanto outros 12 foram capturados durante a ação, conforme as informações divulgadas na época.
Os investigados eram suspeitos de integrar um grupo criminoso envolvido em diferentes atividades ilícitas. Entre as linhas investigadas estavam lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas de fogo e tentativa de introdução de celulares no sistema prisional.
O bloqueio patrimonial buscou restringir o acesso a bens e valores que poderiam estar relacionados às atividades investigadas. A medida foi adotada junto às prisões preventivas determinadas pela Justiça.
Denúncias para a polícia
A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.




