O empresário e influenciador Pablo Marçal precisou de auxílio de um jet ski para sair da água durante a etapa de natação do Ironman 70.3, realizado no domingo (11), em Encarnación, no Paraguai. Ele e a esposa não concluíram o percurso aquático da competição, disputada no Rio Paraná em meio à correnteza intensa.
A prova reuniu 386 inscritos, dos quais 64 ultrapassaram o tempo máximo permitido para completar a natação. Entre eles, estavam 35 brasileiros. A organização também reforçou a equipe de segurança após identificar dificuldades de participantes durante o reconhecimento do trajeto, realizado no sábado (10).
Mais de 30 pessoas ligadas ao círculo de Marçal participaram do evento. A assessoria do empresário, porém, negou que ele tenha organizado ou liderado a presença do grupo e afirmou que os atletas se inscreveram e treinaram individualmente.
Marçal precisou de auxílio durante a etapa de natação
O episódio ocorreu durante o Ironman 70.3 de Encarnación, prova de triatlo disputada em três modalidades: natação, ciclismo e corrida. Marçal precisou de auxílio para sair do Rio Paraná, onde a correnteza dificultou a conclusão do percurso aquático por parte dos competidores.
A etapa de natação teve a distância reduzida de 1,9 quilômetro para 1,5 quilômetro por causa das chuvas registradas nos dias anteriores e das condições do rio. Mesmo com a alteração, dezenas de participantes não conseguiram completar o trecho dentro do tempo previsto.
A organização identificou dificuldades durante o reconhecimento do percurso, no sábado (10). A situação levou ao reforço das equipes responsáveis pela segurança na água e à disponibilização de caiaques adicionais.
Organização reforçou segurança após identificar dificuldades
O organizador da prova, Rodrigo Recalde Larrea, relatou que a equipe percebeu dificuldades entre participantes durante o reconhecimento do trajeto: “Eles foram irresponsáveis”, disse. Segundo ele, o caso foi comunicado à organização internacional do Ironman para avaliação de medidas futuras.
A equipe de segurança na água passou de 27 para 42 profissionais, e dez caiaques extras foram disponibilizados. As mudanças ocorreram antes da competição, diante das condições do Rio Paraná e das dificuldades observadas entre os inscritos.
A etapa de natação tinha limite de uma hora e dez minutos. Os participantes que não concluíssem o percurso dentro desse período deveriam entregar o chip de identificação e deixar a prova, conforme as regras.
Participantes relataram preparação curta para o triatlo
Integrantes do grupo ligado a Marçal relataram um curto período de treinamento antes da competição. Wagner Gorgulho afirmou que decidiu participar da prova onze dias antes do evento. Davidson Silva relatou ter aprendido a nadar em um dia e treinado durante 20 dias.
Paulo Henriques, que se apresenta nas redes sociais como sócio de Marçal, também comentou a preparação. Em uma publicação, afirmou que os integrantes haviam treinado por cerca de 15 dias e recomendou que interessados em participar de provas semelhantes se preparassem com antecedência.
O técnico de natação Alex Pussieldi criticou a participação de atletas sem experiência suficiente em águas abertas. Segundo ele, a preparação para esse tipo de prova exige não apenas condicionamento físico, mas também treinamento técnico e estratégico para lidar com as condições naturais.
Assessoria nega que Marçal tenha liderado o grupo
A assessoria de Pablo Marçal negou que ele tenha organizado a participação dos integrantes do grupo na competição. A equipe afirmou que os brasileiros compareceram por iniciativa própria, sem orientação ou liderança do empresário.
Segundo o posicionamento, os participantes treinaram individualmente e decidiram sobre a continuidade na prova conforme suas próprias condições físicas. A assessoria também declarou não ter conhecimento de desordens ou violações das regras do evento.
Marçal responde a processo por episódio no Pico dos Marins
O episódio no Paraguai também trouxe novamente à discussão uma ocorrência registrada em janeiro de 2022, quando Marçal conduziu um grupo em uma expedição ao Pico dos Marins, em Piquete, no interior de São Paulo. Na ocasião, 32 pessoas precisaram ser resgatadas pelo Corpo de Bombeiros após enfrentarem condições adversas durante a subida.
A operação durou cerca de nove horas. Em decorrência do episódio, Marçal tornou-se réu em processo baseado no artigo 132 do Código Penal, que trata de expor a vida ou a saúde de outra pessoa a perigo direto e iminente.




