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O 8 de setembro
É importante lembrar ainda que a China, a União Europeia e os Estados Unidos já iniciaram seus planos de investimentos para a retomada
IGOR LUCENA
Postado em 14 de setembro de 2021
O 8 de setembro
Foto: Divulgação

Anualmente, a data mais importante que comemoramos como nação é o 7 de setembro, devido à sua importância para a firmação da nossa independência e como sendo considerado um marco civilizatório para os brasileiros. O 7, ressalte-se, é sempre mais importante que o 8 sob o ponto de vista histórico. Entretanto, em 2021, o 8 de setembro foi mais importante que o dia 7, alinhando-se com os princípios básicos da matemática.

Após a manifestação do 199º (centésimo nonagésimo nono) ano da nossa independência, marcada por conflitos entre os Poderes da República e, principalmente, com declarações de todos os tipos por partes dos manifestantes, desde apoio ao presidente Bolsonaro até a solicitação de impeachment dos ministros do STF, foi uma surpresa a todos quando se viu ter início uma greve dos caminhoneiros ao longo das rodovias federais.

Logo ao amanhecer do dia 8, acompanhamos a chegada do ex-presidente Michel Temer ao Palácio do Planalto, em primeiro lugar, para ajudar a debelar a crise dos caminhoneiros; em segundo lugar, principalmente, para formular uma Carta Aberta à Nação e aos três Poderes da República, em tom sereno, cordial e republicano.

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Após a divulgação da carta pelo próprio presidente Bolsonaro, que foi considerada por muitos dos seus apoiadores mais radicais como algo desnecessário, assistimos à bolsa subir forte nos dois dias seguintes; o dólar começou a mostrar queda ao longo do pregão e muitos dos agentes políticos e econômicos começaram a ter uma nova visão, a de que o governo poderia adotar desde agora uma linha de Centro, “com o Bolsonaro ao Centro”.

Essa foi e é uma das apostas para que possamos sair dessa crise institucional que tem assolado o País desnecessariamente nos últimos meses, principalmente agora que a pandemia começa a diminuir e quando o Brasil esboça um momento de retomada. Vale lembrar que ainda estamos passando por um momento de elevada inflação e que existe uma crise elétrica bem aí na esquina, o que faz com que tudo isso ameace nossos planos de retomada econômica e de diminuição do desemprego.

É importante lembrar ainda que a China, a União Europeia e os Estados Unidos já iniciaram seus planos de investimentos para a retomada, o que deverá injetar trilhões de dólares na economia mundial e, ao mesmo tempo, gerar demandas de produtos que o Brasil exporta como aço, ferro, entre outros. Por tal razão, não podemos deixar o “bonde passar” enquanto crises internas sem sentido e com delírios de golpes de Estado por parte de entusiastas da ditadura de WhatsApp apenas prejudicam a nação.

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O Brasil real, a economia real e a administração pública real precisam de um governo de Centro que entenda as necessidades reais da população para que possa responder à altura contra abusos e solucionar quaisquer problemas que venham a surgir; caso contrário, não haverá chance para um segundo mandato. O Brasil, hoje, está à beira de um precipício sob o ponto de vista político e econômico, entretanto temos fundamentos fortes o suficiente para mudar esse curso e acompanhar a retomada mundial nos próximos meses, evitando qualquer possibilidade de um colapso econômico.

Cabe a todos nós, como sociedade civil organizada, cobrar do governo ações práticas e urgentes para a retomada econômica do País imediatamente e mostrar que a radicalização não nos leva a lugar algum, pois apenas com diálogo e projetos audaciosos avançaremos rumo a um próspero e fortalecido Brasil do século XXI. Isso é o que todos nós queremos.

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