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A falta de lideranças políticas
O Brasil vive a escassez de novas lideranças no campo político desde a redemocratização
Carla Michele Quaresma
Postado em 17 de maio de 2021
A falta de lideranças políticas
Bruno Covas foi diagnosticado com câncer no estômago em outubro de 2019 / Foto: Reprodução

O falecimento do ex-prefeito de São Paulo, Bruno Covas, causou ampla repercussão em toda a imprensa nacional e provocou manifestações de diversas lideranças do espectro político. Em um dos seus pronunciamentos, o presidente nacional do PSDB, partido ao qual Bruno Covas era filiado, falou sobre a perda precoce do ex-prefeito e sobre a escassez de novas lideranças políticas no Brasil. 

Na contemporaneidade, a liderança deve ser autônoma na realização das suas atividades, mas também capaz de trabalhar e inspirar outras pessoas na delegação de tarefas e no acompanhamento de resultados. As instituições sociais, como a família, a igreja e tantas outras, forjam personalidades para a liderança. Elas estão nas empresas, nos lares, nas igrejas, nas comunidades, exercendo o papel fundamental de organizar os espaços nos quais se inserem. Mas são escassas na política.

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Desde a redemocratização, as campanhas eleitorais brasileiras são marcadas pela apresentação das mesmas figuras políticas ou dos seus descendentes, consanguíneos ou políticos. Não por falta de lideranças no País, mas por falta de incentivo e de espaços reais de participação no campo político. 

A cultura de desqualificação da política desencoraja a participação de pessoas valiosas, mas os partidos políticos contribuem para essa perpetuação dos mesmos indivíduos no poder quando não abrem os seus espaços para o ingresso de novos quadros, quando não distribuem de forma igualitária os recursos financeiros nas campanhas eleitorais, quando não qualificam os seus filiados para a disputa política e a gestão pública, quando não monitoram os mandatos dos seus membros para corrigir os desvios e adequar a prática ao programa partidário. 

A democracia brasileira é baseada nos partidos políticos. Assim, as agremiações devem ser as grandes responsáveis pelo fortalecimento de algo fundamental para o regime, a renovação do poder. A formação ética, a capacitação técnica, o acesso aos recursos são fundamentais para que os partidos ofereçam novas lideranças ao campo político no Brasil.

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