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O Ceará na rota dos presidenciáveis 2022
Com um cenário eleitoral ainda incerto, prováveis candidatos a presidente percorrem municípios cearenses e antecipam os discursos que poderão animar o pleito de 2022
Carla Michele Quaresma
Postado em 23 de agosto de 2021
O Ceará na rota dos presidenciáveis 2022
Foto: Adalberto Marques/MDR

Na sexta-feira, 13 de agosto, o Presidente Bolsonaro visitou Juazeiro do Norte com o objetivo de entregar moradias do Programa “Minha casa verde amarela”. 

O discurso do Presidente Bolsonaro

Em seu pronunciamento, o presidente buscou construir uma relação de proximidade com o público. Inicialmente, mencionando a fato da filha ser neta de cearense, em seguida utilizando o termo “supostamente” pertencente ao repertório popular cearense como “cabra da peste” e, por último, soltou a “vaia” cearense na finalização do ato. 

Ainda na tentativa de aproximação com a plateia, o presidente mencionou a sua passagem pela cidade de Missão Velha, onde jogou sinuca no “bar do beiçada” e escutou, em seguida atendeu, o pedido de moradores de levar para o município uma Agência bancária. 

Bolsonaro reforçou o seu compromisso com os valores da família, da propriedade, da liberdade, da fé em Deus e do combate ao comunismo. 

Ao apresentar a comitiva que o acompanhou, o presidente exibiu a articulação política formada no Estado, com a participação de quadros importantes como o deputado capitão Wagner. 

Outro ponto alto do discurso foi a crítica ao governador do Estado, Camilo Santana, por restrições impostas durante a pandemia, classificadas pelo presidente como “criminosas”. 

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O  Presidenciável Bolsonaro

Certamente, esses temas relacionados aos aspectos privados, como a fé e a família, continuarão a ser utilizados no discurso do candidato Bolsonaro em 2022 em virtude de uma das suas principais bases de sustentação, situada em determinadas denominações religiosas. 

A questão da liberdade, cara aos defensores da diminuição da atividade estatal, estará contemplada na crítica aos governadores que impuseram limites ao ambiente produtivo e impediram o governo federal de adotar as politicas necessárias para manter a estabilidade econômica do país. 

Na mesma linha discursiva, a responsabilidade pela ausência de medidas que deveriam ter sido adotadas com as reformas anunciadas na campanha eleitoral de 2018, será atribuída aos demais poderes. 

A novidade desse personagem para 2022 será a apresentação de traços do populismo, insistentemente reforçados nos percursos do presidente pelo Brasil, seja como chefe de Estado, seja como entusiasta dos seus seguidores, e nas medidas que inauguram o ano eleitoral, como o novo bolsa família. 

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