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Pesquisa revela que 1/3 dos universitários procura estágio no Brasil
Levantamento da Companhia de Estágios aponta ainda que 20% dos estudantes já conseguiram uma vaga e estão estagiando; 6 em cada 10 estagiários não se sentem prontos para o mercado de trabalho
Postado em 30 de dezembro de 2021
Pesquisa revela que 1/3 dos universitários procura estágio no Brasil
Enquanto 1/3 dos estudantes ainda procura estágio, outros 20,6% estão estagiando e 17,3% já estão no trabalho formal. Imagem: pexels

No Brasil, 33,4% dos universitários estão à procura de uma oportunidade de estágio. É o que revela um levantamento inédito, feito pela Companhia de Estágios, empresa que oferece soluções em seleção de estagiários, trainees e aprendizes para algumas das maiores organizações do país.

Enquanto 1/3 dos estudantes ainda procura estágio, outros 20,6% estão estagiando e 17,3% já estão no trabalho formal. O objetivo do estudo “O perfil de estagiários e candidatos a estágio no Brasil — 2021” foi saber o status da vida profissional dos estudantes brasileiros e também compreender anseios, percepções e expectativas na busca por uma vaga.

Entre os dados que chamam atenção está o percentual de alunos que participaram da pesquisa e que são de universidades públicas, 45%, versus 55% que são de instituições privadas. Na edição do ano passado desta mesma pesquisa, somente 27% eram de escolas públicas. Além disso, a maioria dos entrevistados está em cursos de humanas e sociais (43%) e exatas (41%). Apenas 15% fazem graduações relacionadas às áreas biológicas.

Segundo Tiago Mavichian, CEO e fundador da Companhia de Estágios, o estudo também buscou saber dos estudantes quais são as suas motivações para fazer faculdade e 52% disse ser a vocação. “Entre os estudantes que ouvimos na pesquisa, 39% afirmaram ser a oportunidade (remuneração e chance de crescimento) seu maior incentivo. Ao compararmos os dados da pesquisa deste ano com os indicadores de 2020, vocação perdeu relevância como principal motivação dos estudantes na hora de escolher a graduação. Já oportunidade no mercado de trabalho ganha importância e pode ser um indicativo de que os jovens estão mais pragmáticos ao analisar o futuro da sua carreira”, analisa Mavichian.

Outro dado que a pesquisa traz é que 41,5% dos estudantes conseguiram a oportunidade de estágio em que estão através de sites de recrutamento, enquanto 23% conquistaram a vaga por meio de indicação.

Remuneração e renda familiar

Em relação à bolsa-auxílio dos universitários que estão estagiando, a maioria (45%) recebe até R$1.100 (salário-mínimo); 9% ganham acima de R$ 2.000,00 e 7,7% não são remunerados.

Quando o assunto é a renda da família, 45% dos entrevistados da pesquisa disseram ser de 1 a 3 salários mínimos e 18% fazem parte de lares cuja renda é de até um salário mínimo. Apenas 3% são de famílias com renda superior a 12 salários mínimos.

Antes pouquíssimo praticado entre os estagiários, o home office virou realidade durante a pandemia de Covid-19 como modelo de trabalho. Hoje, mais da metade desses estudantes já está trabalhando de casa ao menos alguns dias da semana, sendo que 38% estão no modelo 100% remoto e 16,5% no formato híbrido. “Com a pandemia, muitas empresas tiraram o foco do controle do horário de entrada e saída e passaram a olhar mais para o resultado, ou seja, o valor que aquele colaborador agrega ao negócio. As companhias perceberam que com o home office é possível ter boa  performance, entrega e engajamento do estagiário, que por sua vez pode ter mais tempo com a família e qualidade de vida”, afirma o especialista.

Quando questionados sobre o porquê buscaram um estágio, 56,9% manifestaram a vontade de adquirir experiência profissional. A facilidade em ingressar no mercado de trabalho foi apontada por 18% dos jovens, bem como cumprir o currículo obrigatório para a formação (13%) e ajudar na renda familiar ou no custeio dos estudos (12%). “Pelo segundo ano consecutivo, cresce o número de estudantes buscando estágio com o objetivo de ajudar na renda da família ou custear os estudos. Em 2019, esse número era de 7,5%. Em 2020, 10%”, ressalta o CEO da Companhia de Estágios.

Além disso, 6 em cada 10 estagiários não se sentem prontos para o mercado de trabalho. Segundo a pesquisa, 40% dizem precisar adquirir mais experiência profissional e 20% responderam que precisam melhorar o currículo e se tornar mais competitivos. Por outro lado, 25% acreditam que estão preparados e a formação é o suficiente para conquistar uma vaga.

Entre os atrativos para uma oportunidade de estágio, a assistência médica foi considerada o benefício mais relevante para 73% dos universitários. O horário flexível foi a resposta de 41% dos entrevistados.

Participaram da pesquisa 3.357 estudantes, sendo a maioria mulheres (67,5%) com idade entre 17 e 26 anos (67,6%) e que vivem na região Sudeste (71%). A maior parte vive em São Paulo, 50,7%. São do Rio de Janeiro 12%; 7,9% de Minas Gerais e 4,5% da Bahia. O Rio Grande do Sul concentra 4% do público. Da amostra, 51% são brancos e 45% negros (pretos e pardos).

Para conferir a pesquisa completa acesse http://companhia-de-estagios.rds.land/e-book-estagiarios-e-candidatos-externos e faça o download.

 

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