Treinamento remoto e adaptação de estagiários em home office à rotina da empresa desafiam RH's, revela pesquisa | + Emprego | Portal GCMAIS

Jovem Pan News FM 92.9

AO VIVO
Coluna + Emprego
Treinamento remoto e adaptação de estagiários em home office à rotina da empresa desafiam RH’s, revela pesquisa
Estudo feito pela Companhia de Estágios ouviu mais de 290 líderes de recursos humanos e mostra as dificuldades de contratação
Postado em 9 de setembro de 2021
Treinamento remoto e adaptação de estagiários em home office à rotina da empresa desafiam RH’s, revela pesquisa
Foto: Divulgação

Contratar estagiários durante a pandemia não está sendo uma tarefa fácil para as empresas, ainda mais para os profissionais de recursos humanos, que estão à frente dos processos seletivos em todas as suas etapas. A pesquisa “A Visão do RH sobre o Mercado de Estágio”, realizada pela Companhia de Estágios, mostra as principais dificuldades de contratação atualmente.

A adaptação dos estagiários às atividades em home office é a principal dificuldade, apontada por 20% dos profissionais de RH que foram ouvidos no levantamento, realizado entre maio e julho deste ano. O treinamento remoto para as atividades do estagiário foi citado como empecilho por 17% dos RH’s, e 17% disseram também que o entrosamento com a equipe e cultura organizacional é um dos problemas que enfrentam.

Além disso, o  baixo engajamento e o excesso de faltas nos processos seletivos são a terceira dificuldade apontada por 14,9% dos entrevistados. Realizar um processo seletivo 100% digital é outro desafio do cenário atual e que aparece com 13,5% na pesquisa.

Nos processos seletivos, a postura inadequada (80,7%), não possuir os mesmos valores que a empresa, fit cultural – (57,1%), e não ter algumas das competências valorizadas pela companhia (39,9%) continuam pelo segundo ano consecutivo como os principais fatores que eliminam um candidato, de acordo com a Companhia de Estágios, que, em 2020, também realizou esta pesquisa.

>>>Siga o GCMAIS no Google Notícias<<<

Home office ou presencial?

É comum em conversas entre amigos ouvir que as empresas onde eles atuam pretendem manter o modelo home office de forma definitiva. Mas, em se tratando de estágio, será este o melhor modelo? O tema divide a opinião entre os profissionais de recursos humanos. Para metade dos RHs (50,3%), os estagiários trabalham melhor na modalidade presencial do que na remota.

Um meio termo para isso seria o sistema híbrido, que mescla home office com idas ao escritório. Essa opção foi considerada adequada por 29,7% dos profissionais ouvidos pela pesquisa – apenas 2,4% deles apontam o trabalho remoto como um modelo realmente produtivo para os talentos em início de carreira.

Em sua segunda edição, o levantamento, feito com 296 profissionais que atuam com gestão de pessoas no Brasil, busca entender como as empresas têm selecionado e desenvolvido estagiários, sobretudo na pandemia.

Para Tiago Mavichian, CEO e fundador da Companhia de Estágios, a pandemia de Covid-19 impõe ao estagiário que não tem experiência profissional um cenário bastante desafiador.

“Quando o estagiário chega à empresa, ele não conhece todo o time pessoalmente, o acesso aos processos e sistemas é desafiador, e, por conta disso, pode demorar um pouco mais para ele entender e absorver ‘o jeito de ser da empresa’. O RH deve preparar a liderança para que use ferramentas de integração e promova a conexão entre as pessoas da forma mais fluida possível”, avaliou Mavichian.

Independente do cenário de pandemia, uma carreira pode ser curta com alguns deslizes cometidos pelos universitários no ambiente profissional. De acordo com os líderes de RH entrevistados pela pesquisa, um estagiário tende a não durar na empresa se tiver uma postura apática (51%), apresentar conduta preconceituosa (43,6%) e se não quiser assumir responsabilidade por ser estagiário (35,1%). Os atrasos e excessos de faltas também têm peso importante para fechar as portas: 24,7%. Mas, se o jovem demonstrar dificuldades em se adaptar ao modelo on-line, não tende a ser dispensado por isso. O indicador representa apenas 2,7% da lista de posturas que põem o emprego em risco.

Diversidade em alta

Segundo a Companhia de Estágios, 38% dos RH’s disseram que os programas de entrada (aprendiz e estágio) são hoje o principal canal da empresa para contratar diversidade.

“Existe uma urgência por programas de estágio mais diversos. Para 30% dos profissionais de RH, a maior dificuldade está em atrair diversidade nos processos de recrutamento e seleção”, afirmou o CEO da Companhia de Estágios.

Para 39,5% dos profissionais da área, é importante ampliar todos os tipos de diversidade, sendo que 14,9% das companhias priorizam a questão racial nas estratégias de contratação e 15,5% têm foco em candidatos PCD’s.

Garantir uma boa experiência para os candidatos, fortalecer a marca empregadora entre os jovens talentos e reduzir o tempo dos processos seletivos são outros pontos de atenção para RH, segundo o levantamento.

>>>Acompanhe o GCMAIS no YouTube<<<

Habilidades pré-pandemia

Na edição de 2020 da pesquisa, realizada antes da pandemia de Covid-19, o RH apontou que as características consideradas mais importantes em um estagiário eram habilidade para trabalhar em grupo (75%), proatividade (70%) e flexibilidade (37%). Com a pandemia, outras habilidades, como a criatividade e inovação, ganharam destaque na edição de 2021 da pesquisa, sendo citadas por 33% e 28% dos respondentes, respectivamente.

“As companhias passaram a solicitar nos processos seletivos candidatos mais resilientes, flexíveis e criativos. Isso porque habilidades socioemocionais fazem toda a diferença nesse novo cenário de incertezas e mudanças aceleradas que vivemos”, disse Mavichian.

Deixe seu comentário