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Artistas fazem exposição com pinturas em velas de jangadas no mar de Fortaleza
Chamada de Aquavelas, exposição colore a orla da capital na abertura do Encontro Sesc Povos do Mar
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Postado em 10 de dezembro de 2021
Artistas fazem exposição com pinturas em velas de jangadas no mar de Fortaleza
Exposição marca o início do 11º Encontro Sesc Povos do Mar com obras de 11 artistas renomados. (Foto: Davi Pinheiro)

A abertura do 11º Encontro Sesc Povos do Mar vai levar, mais uma vez, cores e arte para a orla de Fortaleza. No dia 12 de dezembro, às 8h, a Enseada do Mucuripe (próximo ao Mercado dos Peixes) recebe a segunda edição da Exposição flutuante Aquavelas, momento em que o público vai poder conferir obras de arte pintadas em velas de jangadas. Na ocasião, elas vão fazer um passeio pela orla de Fortaleza, podendo ser vistas a cerca de 200 metros da margem, navegando em direção ao Rio Ceará, onde encerram o trajeto por volta das 13h.

Mano Alencar, Edmar Gonçalves, Zé Tarcísio, Totonho Laprovitera, Almeida Luz e Andrea Dall’Olio, Vando Farias e Julio Silveira, que participaram do Aquavelas em 2020, também vão estar na exposição este ano. Soma-se ao coletivo Hélio Rola, Ana Débora e Luiz Freire.  A partir de referências artísticas e pessoais, neste ano, esses 11 nomes vão levar para as telas elementos que traduzam, entre formas, traços e texturas, a importância da defesa dos oceanos e da vida marinha. 

“Transformadas em verdadeiras obras de arte flutuantes, as velas pintadas por esses renomados artistas vêm para celebrar toda a cultura dos povos do mar, além de simbolizar a importância da preservação do nosso litoral e de pensar ideias e soluções que dialoguem com o desenvolvimento sustentável. A exposição Aquavelas também não deixa de ser uma forma de celebrar a cultura e modos de vida existentes de comunidades costeiras do Estado”, explica Paulo Leitão, consultor do Sesc Ceará.

Antes da abertura do Encontro Sesc Povos do Mar, o coletivo se reúne na sexta-feira, dia 03, às 9h, no Sesc Iparana Hotel Ecológico. Nesse encontro, eles começam a personalizar suas jangadas, além de trocar ideias, dicas e experiências artísticas para o processo criativo de suas velas. “Trata-se de um momento de integração, quando os artistas têm a oportunidade de criar e pensar juntos. Fizemos isso em 2020 e eles fizeram questão de repetir a experiência este ano”, pontua Paulo Leitão.   

Povos do Mar 

Há 11 anos, a Rede Sesc Povos do Mar foi fundada com a participação de três grupos específicos: os moradores do entorno do Sesc Iparana Hotel Ecológico, pessoas conhecedoras da fitoterapia popular, que ensinaram a produção de lambedores, do óleo de coco, infusões com raízes, colorau, entre outros produtos naturais. Também faziam parte os  grupos da dança do Coco no Pecém e Iguape, pioneiros de uma rede específica no Povos do Mar da qual participam hoje 15 coletivos. Além destes, os barqueiros estavam presentes marcando a relevância histórica da região da Barra do Ceará.

Atualmente, mais de duzentas comunidades litorâneas de 25 municípios integram a rede, composta por cinco eixos: Meio Ambiente e Sustentabilidade; Cantos, Danças e Brincadeiras; Dragões do Mar, Feito à Mão e Saberes, Sabores e Saúde. São rendeiras, jangadeiros, barqueiros, marisqueiras, canoeiros, pescadores, mestres da cultura, brincantes de maracatus, reisados, mestres do Teatro de Bonecos que compartilham seus saberes e experiências. Neste ano, o Encontro Sesc Povos do Mar acontece de 12 a 16 de dezembro. 

 

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