Para marcar a Data Magna, o Dragão do Mar realiza atividades que promovem o debate sobre a luta histórica da população negra e os desafios contemporâneos
Centro Dragão do Mar celebra a Data Magna do Ceará com programação especial
Visando destacar o protagonismo negro na história e na sociedade, relembrando figuras emblemáticas da luta pela abolição da escravidão no Ceará, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura promove uma programação especial em alusão à Data Magna do Ceará, comemorada em 25 de março. O equipamento, da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), é gerido pelo Instituto Dragão do Mar (IDM).

Para marcar a Data Magna no Ceará, o Dragão do Mar realiza atividades que promovem o debate sobre a luta histórica da população negra e os desafios contemporâneos.
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- Dragão no Território: Preta Simoa e os Direitos das Mulheres
No dia 29 de março (sábado), das 9h às 11h, ocorre no Bairro Moura Brasil um encontro para discutir os direitos das mulheres e seus desafios, inspirado na trajetória de Preta Simoa. A especialista Louise Santana abordará os avanços na luta feminina e a relação entre memória histórica e cidadania. - Mulheres em Cena: As Guardiãs das Encantarias
Também no sábado, às 16h, o Museu da Cultura Cearense (MCC) promove uma roda de conversa na Praça Verde com Clea do Cumbe e Cícera Barbosa, mediada por Mabel Castro. Clea, quilombola e defensora dos direitos humanos, e Cícera, ativista pela inclusão cultural, compartilharão experiências sobre os desafios enfrentados pelas comunidades negras e tradicionais.
A Data Magna marca a oficialização da abolição da escravidão no Ceará, que ocorreu antes mesmo da Lei Áurea, com a libertação de 35 ex-escravizados. Entre os principais personagens dessa luta, destaca-se Francisco José do Nascimento, conhecido como Dragão do Mar ou Chico da Matilde. Ao lado de José Napoleão, chefe da capatazia do Porto, e de sua companheira, Preta Simoa, ele liderou a segunda greve dos jangadeiros em 1881, recusando-se a embarcar pessoas escravizadas para o tráfico interprovincial. O ato reuniu cerca de três mil apoiadores na Capitania dos Portos, tornando-se um marco da resistência negra no Ceará.
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Para Camila Rodrigues, superintendente do Centro Dragão do Mar, a celebração reforça a identidade cultural e a valorização da luta pela liberdade. “O nome Dragão do Mar carrega um significado profundo para a história do Ceará. Mais do que uma homenagem, é um símbolo de resistência, coragem e transformação. Esse espaço reafirma o protagonismo do nosso Estado na luta pela liberdade e na valorização da cultura”, destaca.
Mabel Castro, coordenadora do Núcleo de Articulação Territorial do Dragão do Mar, ressalta a importância de conectar o passado ao presente. “O Ceará foi pioneiro no fim da escravidão, mas isso não significou liberdade plena para o povo negro. A Data Magna é um marco de direitos fundamentais e a memória de líderes como Chico da Matilde nos lembra que as conquistas do passado só fazem sentido se forem referência para o presente”, pontua.
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