ESPORTE

Cearense ganha circuito brasileiro de surfe profissional de 2020

Yanca Costa, de Fortaleza, venceu na categoria feminina do campeonato. Ian Gouveia, de Pernambuco, é o campeão masculino

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19 de dezembro de 2020
Márcia Catunda

A terceira e última etapa do circuito brasileiro de surfe profissional, realizada na praia da Gávea, em Lauro de Freitas (BA), definiu os campeões nacionais da modalidade em 2020. Neste sábado (19), o pernambucano Ian Gouveia assegurou o título entre os homens. Na sexta-feira (18), a cearense Yanca Costa garantiu o troféu na disputa feminina.

Ex-integrante do CT (elite do surfe mundial), Gouveia chegou a Bahia em sexto na classificação geral, mas contou com o tropeço dos principais rivais – entre eles Marcos Corrêa, que era líder do circuito após as duas etapas anteriores – e foi à bateria final precisando, pelo menos, de um segundo lugar para ficar com o título. O pernambucano foi além, vencendo a disputa na Gávea, batendo Edgard Groggia, Bino Lopes e Franklin Serpa na decisão.

“Estava confiante em meu trabalho, no que tenho feito nesses últimos tempos, e também entrei bem confiante nas baterias. Sei do meu potencial, do meu merecimento, e trabalhei muito pra isso. Estou muito feliz por finalmente conquistar um título. Isso é muito importante pra mim e quero agradecer a toda a equipe que cuida de mim”, comemorou Gouveia.

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Entre as mulheres, Yanca chegou para a etapa de Lauro de Freitas como líder do circuito, mas foi superada já na primeira bateria por Juliana dos Santos e Silvana Lima – que será uma das representantes brasileiras na Olimpíada de Tóquio (Japão), em 2021. A cearense, porém, foi beneficiada pela queda das três principais concorrentes (Julia Duarte, Ariane Gomes e Taís Almeida) já nas semifinais, o que lhe garantiu o título.

“Venho batalhando há muito tempo, batendo na trave por vários anos, desta vez deu certo. Estou muito feliz e quero agradecer a Deus, que estava aqui comigo e me ajudou”, celebrou Yanca, de 21 anos. “Agora eu vou focar no QS [divisão de acesso do circuito mundial de surfe]. Quero competir nas etapas do Brasileiro também, mas nas que forem possíveis, pois quero focar no QS para já deixar ali o meu nome, para a galera me conhecer e, se Deus quiser, batalhar por uma vaga no CT”, emendou a campeã.

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A etapa baiana foi vencida por Silvana Lima – que assim como Ian Gouveia entre os homens, levou R$ 12 mil de premiação pelo triunfo. Duas vezes vice-campeã mundial e bicampeã do QS, a cearense de 35 anos teve que trocar de prancha durante a final feminina, onde superou Júlia Santos (campeã brasileira em 2019), Tainá Hinckel e Bianca Macedo.

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