Cerca de 90% dos profissionais com mais de 50 anos estão em busca de recolocação no mercado de trabalho
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Coluna + Emprego
Mercado de trabalho: especialista em carreira dá dicas para recolocação
Com o início do ano, muitas pessoas aproveitam para buscar novas oportunidades profissionais, mas nem sempre essa transição acontece de forma rápida. A dificuldade na recolocação pode ser causada por diversos fatores, desde erros no currículo até a falta de preparação para entrevistas. Por isso, identificar os principais entraves é o primeiro passo para conquistar a vaga desejada. Cerca de 50% dos profissionais brasileiros pretendem procurar um novo emprego ao longo do ano. Desses, 64% desejam trocar de empresa dentro da mesma área de atuação, enquanto 36% buscam uma mudança de carreira.
Além disso, um estudo realizado pela Maturi em parceria com a EY Brasil revelou que 90% dos profissionais com mais de 50 anos estão em busca de recolocação no mercado de trabalho. Apesar de 80% desses profissionais se considerarem preparados para o mercado, as vagas destinadas a esse público diminuíram 53% em comparação ao ano anterior. “Esses dados indicam que uma parcela significativa da força de trabalho brasileira está ativa na busca por novas oportunidades, seja para progressão na carreira, mudança de área ou retorno ao mercado”, comenta o especialista em carreira, Bruno Cunha.
Ainda de acordo com o especialista, o maior obstáculo está em um ponto cego. Algo tão básico, mas contraditório, que escapa até dos mais experientes. Muitos profissionais acreditam que a principal dificuldade para a recolocação está em um currículo fraco ou na falta de boas oportunidades no mercado. Essa percepção, embora comum, é apenas a ponta do iceberg. Por trás dela, muitas vezes, há um fator mais profundo e menos visível que é o desalinhamento entre a história profissional que se conta e a forma como o mercado interpreta essa narrativa.
Ter qualificações sólidas e experiências relevantes nem sempre é suficiente se a mensagem transmitida não for clara e convincente, passa despercebido. A conexão entre o que o profissional oferece e o que as empresas buscam deve ser trabalhada de maneira estratégica para que o mercado perceba o valor que o candidato realmente tem. Isso ocorre porque as estratégias tradicionais de recolocação – como depender exclusivamente de um currículo bem elaborado ou de um golpe de sorte – frequentemente deixam de lado aspectos fundamentais, enfatiza o especialista.
Um currículo pode listar as competências e experiências, mas não conta, por si só, quem é o profissional e quais problemas ele pode resolver para as organizações. Da mesma forma, confiar apenas no acaso ou em abordagens genéricas pode limitar significativamente as chances de sucesso. O posicionamento estratégico, aliado a uma comunicação eficaz do valor real que o profissional carrega, é o diferencial que transforma oportunidades esporádicas em resultados consistentes.
Ainda de acordo com Bruno Cunha, um feito impressionante na carreira pode passar despercebido se não for apresentado no contexto certo, ou de maneira que ressoe com as necessidades e expectativas das empresas. Para ser reconhecido como um candidato ideal, é essencial construir uma narrativa que não só destaque suas habilidades, mas que também demonstre como agregar valor de forma clara, objetiva e estratégica.
Para isso, o especialista sugere que o profissional faça um diagnóstico de carreira para identificar quais são os reais bloqueios que impedem sua recolocação; como alinhar sua trajetória profissional com as expectativas do mercado, além de passos práticos para reposicionar sua imagem e destacar suas habilidades. “Ao entender seus pontos cegos, o profissional ganha o poder de transformá-los em pontos fortes”, conclui.
SERVIÇO:
Especialista em carreira, Bruno Cunha
Instagram: carreiracombrunocunha
Linkedin: consultordecarreiracombrunocunha
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