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Casos de tuberculose crescem 3,8% no Ceará

No ano passado, o estado contabilizou mais de 3.800 casos da doença

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26 de outubro de 2020
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Casos de tuberculose crescem 3,8% no Ceará
Foto: Divulgação

Os casos de tuberculose aumentaram 3,8% entre 2018 e 2019, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). No ano passado, o Ceará contabilizou mais de 3.800 casos de tuberculose, o que representa uma incidência de 42,9 casos por 100 mil habitantes, e 205 mortes. Ainda não há informações compiladas sobre 2020.

A doença é relacionada à exclusão social e pobreza. O boletim aponta ainda que, no Ceará, a maioria dos infectados são homens de 20 a 34 anos, que correspondem a quase 22% dos diagnósticos acumulados de 2008 a 2019.

O médico Alfredo Salim afirma que a tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta principalmente os pulmões.

“Muita gente esquece, mas a tuberculose é uma das doenças infectocontagiosas mais adquiridas pelo povo brasileiro. É uma doença que ainda mata muito, mesmo com o sistema público de saúde fazendo um diagnóstico rápido e um tratamento adequado”, esclarece.

Os principais sintomas da tuberculose são tosse incessante, febre vespertina, suor noturno, emagrecimento e cansaço/fadiga. É recomendado que seja investigada a doença em pessoas com tosse constante por três semanas ou mais.

“Ainda é uma doença que deve se tomar cuidado. A maioria das vezes a tuberculose pulmonar, mas existe a tuberculose em outros órgãos. Então é uma doença perigosa, que merece muita atenção. Existe vacina, então é importante que as pessoas estejam atentas à campanha de vacinação”, explica Alfredo Salim.

O diagnóstico é feito por meio de um teste de escarro, o resultado sai em até 48 horas. Quanto antes a Tuberculose for detectada, maiores são as chances de cura. Um dos grandes obstáculos na cura da doença é o abandono do tratamento por parte dos pacientes.

A coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Sheila Santiago, explica que o trabalho para evitar a doença também passa pela conscientização. “É preciso que haja um trabalho conjunto: imprensa, sociedade civil, gestores. Porque a tuberculose pode ser uma doença antiga, mas não ficou no passado, ela ainda mata e ainda há muito preconceito, por isso o diagnóstico é tardio, porque sempre se pensa em outras doenças e não na tuberculose”, disse.

No País, em 2019, foram diagnosticados mais de 73 mil casos da doença. Para se ter uma ideia do perigo da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a tuberculose está na lista das dez doenças infecciosas que mais matam, superando o HIV.