Economia

Custos da construção civil sobem 1,44% em setembro, maior alta desde 2013

O que pesou no índice foi a alta em todos os segmentos dos materiais de construção

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26 de outubro de 2020
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Custos da construção civil sobem 1,44% em setembro, maior alta desde 2013

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 1,44% em setembro, maior taxa desde julho de 2013, e 0,56 ponto percentual acima da registrada em agosto (0,88%). De janeiro a setembro, o índice acumula alta de 4,34%. Nos últimos 12 meses, a taxa soma 4,89%, resultado acima dos 3,78% registrados nos doze meses imediatamente anteriores.

“Estamos atingindo três meses seguidos – fechando o terceiro trimestre -, com altas sucessivas da parcela dos materiais, que estão sendo impactantes na variação do índice nacional. Os custos da mão de obra têm se mantido estáveis, apesar das duas homologações em Brasília e no Pará. O que pesou no índice de 1,44% foi a alta em todos os segmentos de materiais – cimento, condutores elétricos, cerâmicas”, explica Augusto Oliveira, gerente da pesquisa.

Preço dos materiais sobe 2,55%

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em agosto fechou em R$ 1.191,84, passou em setembro para R$ 1.209,02, sendo R$ 645,56 relativos aos materiais e R$ 563,46 à mão de obra.

A parcela dos materiais aumentou 2,55%, registrando o maior índice considerando a série com desoneração da folha de pagamentos iniciada em 2013. Os aumentos observados foram de 0,95 pontos percentuais acima do mês anterior (1,60%), e 2,28 pontos percentuais em relação a setembro de 2019 (0,27%).

Já a parcela da mão de obra com os dois reajustes observados, registrou taxa de 0,20%, subindo 0,11 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,09%) e caindo 0,27 ponto percentual se comparado a taxa de setembro de 2019 (0,47%).

De janeiro a setembro os acumulados são 6,59% (materiais) e 1,85% (mão de obra), sendo que em doze meses ficaram em 6,90% (materiais) e 2,62% (mão de obra).

A região Norte, com alta significativa na parcela dos materiais em todos os estados, e acordo coletivo observado no Pará, ficou com a maior variação regional em setembro, 1,81%.

As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 1,62% (Nordeste), 1,33% (Sudeste), 1,06% (Sul) e 1,52% (Centro-Oeste). Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.221,08 (Norte); R$ 1.127,78 (Nordeste); R$ 1.258,43 (Sudeste); R$ 1.255,02 (Sul) e R$ 1.208,09 (Centro-Oeste).