Economia

Brasil vai perder menos empregos que na última recessão, diz Guedes

Paulo Guedes prevê que haja uma desaceleração na geração de empregos até o final deste ano

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23 de novembro de 2020
glaydson
Brasil vai perder menos empregos que na última recessão, diz Guedes
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (23), que o Brasil deve perder cerca de 300 mil postos de trabalho formal nesse ano. Guedes prevê que haja uma desaceleração na geração de empregos até o final deste ano.

“Nós vamos possivelmente chegar ao final deste ano perdendo 300 mil empregos, que dizer, 20% do que perdemos nos anos de 2015 e 2016. No ano que enfrentamos a maior crise da nossa história, uma pandemia global, vamos perder entre um quinto e um terço dos empregos perdidos na recessão anterior”, disse Guedes durante o seminário virtual Visão do Saneamento – Brasil e Rio de Janeiro, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Guedes disse também que houve uma perda média anual de cerca de 1,3 milhão de empregos nos anos de recessão de 2015 e 2016.

“O Brasil criou 500 mil empregos em julho, 250 mil em agosto e 313 mil em setembro. Está para sair a qualquer momento [os dados de] outubro. Eu nem acredito que vá continuar nesse ritmo tão acelerado. É natural que dê uma desacelerada”, disse o ministro da Economia.

Segundo Guedes, todas as regiões brasileiras e setores econômicos estão criando empregos. “A economia voltou em V como esperávamos. O FMI [Fundo Monetário Internacional] previa uma queda de 9,5% do PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro. Vai ser bem menos que a metade”, finalizou Paulo Guedes.

Ceará

Em agosto deste ano, o Estado do Ceará gerou 12.220 empregos celetistas, decorrente das 33.795 admissões e 21.575 demissões realizadas em todo o Estado. O dado representa o sexto maior saldo do país e o segundo melhor do Nordeste. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados em setembro pelo Ministério da Economia.

Com informações Agência Brasil