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Ceará não tem assaltantes especializados em motoristas de aplicativo, assegura secretário de Segurança

Sandro Caron, titular da pasta, destacou trabalho das polícias cearenses para reduzir crimes contra profissionais da categoria

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Ceará não tem assaltantes especializados em motoristas de aplicativo, assegura secretário de Segurança
Foto: GCMais

Internado em estado grave no Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, o motorista de aplicativo Wilker Assunção de Sousa teve 90% do corpo queimado durante um assalto em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. O crime, com requintes de crueldade, aconteceu no fim de semana. Na segunda-feira (23), o secretário de Segurança do Ceará, Sandro Caron, afirmou que o caso é acompanhado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Em seguida, destacou o trabalho do Governo do Estado para combater crimes do tipo.

“Desde o dia 28 de outubro, a Polícia Militar iniciou uma operação chamada Operação Corrida Segura, em que são abordados, diariamente, táxis e veículos de aplicativo, justamente para que se tenha um caráter preventivo. Esses veículos são abordados e a documentação de motoristas e passageiros é examinada. Existindo alguma suspeita, é realizada uma busca”, detalhou.

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[caption id="attachment_5707" align="alignleft" width="215"]Wilker Assunção de Sousa | Foto: Arquivo pessoal[/caption]

Ainda segundo o secretário, com base nos casos de violência registrados nos últimos meses contra a categoria, não existe “a figura do homicida, do assaltante, especializado em assaltar motoristas de aplicativo”.

Romário Fernandes, um dos diretores da Associação de Motoristas de Aplicativo do Ceará (Amap-CE), detalhou como funciona a fiscalização. “Todos os motoristas de aplicativo são abordados pela Polícia Militar e Guarda Municipal. Você vai ter que passar a identificação para os policiais e o destino final da viagem, para que todos os destinos sejam mapeados”.

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Na situação recente, Wilker atuava como motorista de aplicativo no momento da abordagem, mas também era um militar no Exército. Dentro do veículo, os suspeitos encontraram um documento que comprovava a relação. Assim, além do assalto, o grupo esfaqueou e decidiu incendiar o corpo da vítima. O homem foi socorrido pela comunidade e o carro foi encontrado pouco tempo depois.

Problema antigo

A Operação Corrida Segura foi desencadeada após a morte de Alexandre Hadlich Fernandes (32), em agosto deste ano. Após o homicídio do motorista, o então secretário de Segurança, André Costa, se reuniu com representantes da categoria para traçar como a tecnologia poderia ser usada para reduzir os crimes.

“Só conseguiremos dar uma solução a esse problema com um modelo de resposta correto e ágil, não chegando só depois que tudo acontece, mas chegado até mesmo antes que o problema venha ocorrer com os motoristas, se houver essa integração. Vamos trabalhar essa integração no prazo mais curto possível. Não tenho dúvida nenhuma que nós vamos avançar, melhorar e proporcionar, como vocês merecem, mais segurança para motoristas e seus passageiros”, disse, na ocasião.

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