Economia

Mesmo sem réveillon, cresce busca de aluguel por temporada na Grande Fortaleza

Para evitar aglomerações, famílias buscam casas no litoral cearense, evitando grandes deslocamentos

Compartilhe:
2 de dezembro de 2020
Ninho Digital
Mesmo sem réveillon, cresce busca de aluguel por temporada na Grande Fortaleza
Para evitar aglomerações, famílias buscam casas no litoral cearense, evitando grandes deslocamentos

Casas no Porto das Dunas que eram alugadas por R$ 6 mil nas festas de fim de ano, são ofertadas por R$ 10 mil. Proprietários que nunca disponibilizaram seus imóveis, estão na expectativa de faturar em 2020, mesmo com a pandemia do novo Coronavírus.

“Para evitar aglomerações, as famílias estão buscando casas e apartamentos de veraneio mais próximas às residências, como em Aquiraz e no litoral oeste, como Cumbuco, evitando, assim, um deslocamento maior, como uma viagem de avião, por exemplo”, explica o vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-CE), Rodrigo Costa.

Golpes

O vice-presidente, no entanto, alerta para que os pretensos locatários desconfiem das propostas, principalmente em aplicativos de hospedagem para locação. “A lei do inquilinato diz que em até noventa dias pode-se fazer um contrato por temporada, então, o cliente faz um contrato de cinco ou seis dias regido pela lei do inquilinato e nesse contrato tem que haver uma vistoria minuciosa. Além disso, o proprietário deve pegar o registro de identidade de todas as pessoas que vão estar na residência durante o período acordado, caso alguém se envolva em algum crime e for questionado”, detalhou.

Leia mais | Os cuidados para manter a pele do rosto saudável nas festas de fim de ano

Inflação do aluguel sobe 3,28% em novembro

Antes de assinar o contrato, o cliente precisa ficar atento aos anúncios de casas ou apartamentos para não correr o risco de cair no golpe do aluguel. “É comum a busca por imóveis para locação em sites que não oferecem nenhuma segurança ao cliente. Essa prática acaba favorecendo a ação de estelionatários que utilizam fotos de imóveis que não existem ou mesmo que não são deles, apenas para pegar o dinheiro do sinal. Eles negociam tudo de forma online. É aí que o golpe acontece. É muito importante que o cliente saiba com quem está tratando, principalmente se tratando de um imóvel de terceiros”, detalhou o coordenador de fiscalização, Geovano Oliveira.

Confira o vídeo do Ceará no Ar, na TV Cidade: