A Marinha do Brasil realiza nesta terça-feira (2), o terceiro dia de buscas pelos cearenses, que desapareceram no litoral norte do Rio de Janeiro. A operação conta com apoio de um Navio-Patrulha, duas aeronaves e outras embarcações civis que trafegam na região do “suposto naufrágio”, como aponta nota divulgada pelas Forças Armadas.
“As buscas seguem padrões técnicos e consideram os efeitos de correntes de deriva e ventos observados na área. Nos esforços realizados até o presente momento, não foram encontrados indícios que pudessem contribuir para a localização da embarcação e de seus ocupantes”, afirma a Marinha.
Em entrevista à TV Cidade Fortaleza, uma das familiares revelou quando foi informada sobre o sumiço dos cearenses. “Eu soube por terceiros que a embarcação afundou no dia 29 entre uma e duas da manhã”.
[caption id="attachment_25394" align="alignleft" width="380"]Antes do desaparecimento, cearenses encaminhavam fotos da embarcação à família | Foto: Arquivo pessoal[/caption]
As famílias dos desaparecidos foram recebidas nesta terça-feira (2), na Capitania dos Portos. O contato, segundo a Marinha, é permanente. “Cabe ressaltar que a Marinha incentiva e considera importante a participação da comunidade, que pode ser feita pelos telefones 185 (número para emergências marítimas e pedidos de auxílio), (21) 2104-6119 ou (21) 97515-789, do Comando do 1º Distrito Naval, e o (22) 2741-4807 (diretamente com a Agência da Capitania dos Portos de São João da Barra, para outros assuntos, inclusive denúncias)”, finaliza a nota.
O desaparecimento
A viagem deveria durar cerca de 15 a 20 dias. O grupo saiu do Rio de Janeiro no dia 26 de janeiro, com parada programada para Vitória, no Espírito Santo, para o abastecimento. Já no dia 28, quinta-feira, eles realizaram um outro contato com os familiares, informando que estavam, ainda, no Rio de Janeiro, no Bairro da Urca, realizando o conserto do motor.
Já na manhã da sexta-feira (29), os homens pareciam estar em clima de festa, realizando um churrasco, aparentemente despreocupado.
Em uma mensagem enviada pelo empresário Ricardo para a esposa por volta das 18h30, com localização no Farol de São Tomé, no norte do estado do Rio de Janeiro. Um pouco mais tarde, às 22h, ele realizou um outro contato, alertando que o mar estava forte e que o grupo ia tentar dormir para continuar a viagem no outro dia.
Desde então, ele não entrou mais em contato com a família.




