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Variante do Amazonas: Ceará tem maior prevalência da mutação, aponta Fiocruz

A cada dez cearenses diagnosticados em fevereiro com a doença, mais de sete tinham a mutação E484K

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Variante do Amazonas: Ceará tem maior prevalência da mutação, aponta Fiocruz
Foto: GCMais

A alta circulação de pessoas e o aumento da propagação do vírus Sars-CoV-2 colocaram o Ceará como o estado com maior índice de prevalência da mutação amazonense de coronavírus. A cada dez cearenses diagnosticados em fevereiro com a doença, mais de sete tinham a mutação E484K, segundo pesquisa da Fiocruz.

Entre oito locais pesquisados neste recorte, apenas dois não tiveram preocupação superior a 50%: Minas Gerais e Alagoas. Confira o mapa interativo:

De acordo com Odorico Monteiro, pesquisador da Fiocruz, o levantamento possibilita uma vigilância viral sobre as variações presentes em todo o Brasil. Assim, é possível identificar quais medidas os governos devem tomar para reduzir a propagação enquanto não for possível realizar a vacinação em massa.

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“As variantes são proporcionais à capacidade de contágio. Por isso, é muito importante que sejam adotadas medidas não farmacológicas para reduzir o contágio. Dentro dessa iniciativa, é fundamental detectar a presença dessas variantes em vários estados do Brasil para iniciar a avaliação genômica sobre que variantes são essas e onde elas estão presentes”, detalha o pesquisador.

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A mutação E484K é uma das alterações identificadas na variante encontrada inicialmente em Manaus. O biólogo Lásaro Henrique afirma que as aglomerações registradas durante o período de flexibilização das atividades econômicas contribuíram para a disseminação das novas cepas.

“Quando o vírus circula mais, ele acaba sofrendo mais mutações, alterações. E, dentro dessas alterações, inevitavelmente pode surgir uma que, dentro das suas condições, tenha uma maior capacidade de infecção. Foi o que aconteceu. Surgiu uma cepa que acaba tendo uma maior capacidade de transmissibilidade e, por conta disso, exige, hoje, um repensar no que diz respeito à pandemia. O brasileiro precisa ter humildade de reconhecer que o comportamento de não aceitarmos as decisões iniciais recomendadas pelos órgãos sanitaristas acabou fazendo com que surgisse uma nova cepa. E uma onda que ninguém aguardava, talvez, seria tão prejudicial, ou com uma curva tão impactante, como essa que estamos enfrentando hoje. Os comitês estão preocupados por conta de que a situação é tão preocupante quanto a vivenciada nos meses de março e abril de 2020”, detalha.
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De acordo com a Fiocruz, a ferramenta já havia sido testada em janeiro em 500 amostras do Amazonas, onde a taxa de prevalência da variante foi de 71%. Segundo a Fundação, embora não tenha sido identificada, até o momento, “uma clara associação dessas variantes com uma evolução clínica mais grave, mas estudos adicionais estão em andamento para esclarecer aspectos relacionados com o sequenciamento genético dessas variantes, bem com sua transmissibilidade e o real impacto dessas variantes na dinâmica de ocorrência da Covid-19”.

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