O cantor Agnaldo Timóteo (84) morreu neste sábado (3), vítima da Covid-19. O artista estava internado no Hospital Casa São Bernardo, no Rio de Janeiro, e não resistiu às complicações da doença. Ele testou positivo para a doença em 17 de março, duas semanas após tomar a primeira dose da vacina contra o coronavírus.
Agnaldo Timóteo foi internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) em estado grave, chegou a apresentar uma "pequena melhora" ao longo dos dias em que esteve hospitalizado, mas perdeu a luta para a doença provocada pelo novo coronavírus.
Trajetória Agnaldo Timóteo Pereira nasceu em 16 de outubro de 1936, em Caratinga, Minas Gerais. Foi no município mineiro, aliás, que o cantor, compositor e político passou toda a infância. O interesse pela música começou ainda criança, quando fez apresentações em circos que visitavam a cidade natal.
Os primeiros passos da carreira profissional foram dados quando ele participou, como calouro, de programas de rádio na cidade natal, Governador Valadares e Belo Horizonte. O cantor construiria uma história marcada por luta, dificuldades, sucessos, polêmicas, trajetória política e inúmeras participações em programas de rádio e televisão.
Em 1965, venceu todos os prêmios do programa Rio Hit Parade, da TV Rio, ganhando a simpatia do público jovem e assinando contrato com a EMI-Odeon. O primeiro sucesso da carreira veio com o disco Surge um Astro, que contava com versões estrangeiras e que marcaria a característica romântica que acompanhou cantor ao longo de décadas. À época, participou de edições do programa Jovem Guarda — atração produzida entre 1965 e 1968 pela TV Rio e Record TV.
Sempre muito discreto em relação a vida pessoal, o cantor nunca assumiu publicamente os seus relacionamentos. Entretanto, em 2017, no documentário Eu, Pecador, que trouxe à tona passagens da trajetória do músico até então inéditas, Agnaldo falou abertamente de romances vividos com outros homens.
Política Com as mudanças no cenário fonográfico brasileiro e surgimento de interesses pessoais, o ritmo de shows foi diminuindo com os anos e o cantor passou a conciliar a música com a carreira política, que começou em 1982, pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista). À época, ele foi eleito o deputado federal mais votado da história do estado do Rio de Janeiro.
Em 1994, foi eleito novamente deputado federal pelo estado fluminense. Além disso, exerceu três mandatos como vereador. O primeiro no Rio, em 1996, e dois pela cidade de São Paulo, em 2004 e 2008 — respectivamente.




