O agronegócio do Ceará pode encontrar um reforço para se tornar um grande produtor de trigo a partir do Projeto de transposição do Rio São Francisco. A cultura do trigo no estado ainda é recente, com início em 2019 na chapada do Apodi. O produto está entre os principais da pauta importadora cearense, com 8,7% nas compras feitas pelo Ceará de janeiro a março deste ano, segundo dados do Ministério da Economia.
Em entrevista à Rádio Jovem Pan News Fortaleza, o secretário executivo do Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Silvio Carlos Ribeiro, afirmou que a produção de trigo na chapada do Apodi e em outras regiões estado podem ser beneficiadas com a transposição. Ouça:
[audio mp3="https://gcmais.com.br/wp-content/uploads/2021/05/TRIGO-1.mp3"][/audio]
Nos primeiros três meses de 2021, as importações cearenses de trigo somaram US$ 65 milhões, volume que encontra espaço no mercado. A expectativa de que as águas do Rio São Francisco garantam boa distribuição e disponibilidade hídrica vai permitir a ampliação de novas experiências envolvendo a produção do grão.
[audio mp3="https://gcmais.com.br/wp-content/uploads/2021/05/TRIGO-2.mp3"][/audio]
No Brasil, os principais produtores de trigo se concentram no Rio Grande do Sul e Paraná. Das 6 milhões de toneladas produzidas pelo País em 2020, somente a região Sul foi responsável por 5 milhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).




