Rogério Caboclo, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), foi afastado do cargo por 30 dias, tempo que o Conselho de Ética utilizará para apurar a de assédio sexual e moral contra ele feita por uma ex-funcionária da entidade. A informação foi publicada por Cosme Rímoli, colunista do R7.
"A defesa de Rogério Caboclo responde que ele nunca cometeu nenhum tipo de assédio. E vai provar isso na investigação da Comissão de Ética da CBF", informaram os advogados em nota, divulgada na última sexta-feira.
Nesse período de afastamento, Antônio Carlos Nunes, um dos vice-presidentes da entidade, assume o cargo interinamente. Uma reunião prevista para ser realizada na segunda-feira (7), com diretores e vice-presidentes, deve definir os próximos passos da CBF.
Martelo batido
O afastamento do presidente da CBF acontece no momento em que o Brasil acolhe a proposta de sediar a Copa América 2021. O anúncio foi feito na última terça-feira (1º) pelo presidente Jair Bolsonaro. O ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, disse nas redes sociais, que prevaleceu a coerência, já que os campeonatos de futebol acontecem no país, também sem público.
“Confirmada a Copa América no Brasil. Venceu a coerência! O Brasil que sedia jogos da Libertadores, Sul-Americana, sem falar nos campeonatos estaduais e brasileiro, não poderia virar as costas para um campeonato tradicional como este. As partidas serão em MT, RJ, DF e GO, sem público”, escreveu.
A Seleção vai se pronunciar
Em meio a esse clima de tensão nos bastidores, a Seleção entra em campo na próxima terça-feira (8) para enfrentar o Paraguai, às 21h30min, em Assunção, pelas Eliminatórias da Copa de 2022. Após o jogo, os atletas e o técnico Tite prometem fazer um pronunciamento sobre os últimos acontecimentos políticos envolvendo a Seleção e a realização da Copa América no Brasil.




