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Covid-19: homens e mulheres que tiveram a doença podem ter a fertilidade impactada?
Público masculino é o mais afetado, pois a doença pode alterar a qualidade dos espermatozóides
REDAÇÃO GCMAIS
Postado em 10 de junho de 2021
Covid-19: homens e mulheres que tiveram a doença podem ter a fertilidade impactada?
Foto: Divulgação

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), infertilidade pode ser definida como a incapacidade de um casal sexualmente ativo engravidar dentro de um ano. Mulheres que planejam engravidar se sentem inseguras por conta da pandemia do novo coronavírus em função do medo da contaminação e de ter a fertilidade comprometida pela doença. No entanto, pesquisas mostram que, para as mulheres, a doença não apresenta dificuldades ou impedimentos de gerar uma vida.

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A má formação do feto, o medo de uma possível transmissão da doença para o bebê na barriga e aborto são algumas das inquietações que mulheres que buscam engravidar têm, mas não há informações que relacionem casos de problemas gestacionais com a infecção por coronavírus, conforme a ginecologista obstetra especialista em reprodução humana, Ticiana Lima.

Já para os homens, um estudo alemão publicado pela revista Reproduction em fevereiro deste ano aponta que a covid-19 pode ocasionar a morte dos espermatozóides, inflamações, estresse oxidativo e interferir na qualidade do sêmen. A orientação é que sejam realizados exames após a recuperação da doença para avaliar a reprodução do homem.

Segundo Ticiana Lima, as mulheres devem realizar exames para verificar as condições de saúde e a partir daí dar início ao planejamento da gestação.

“Não há impactos que possam impossibilitar a mulher de engravidar, mas elas precisam manter os cuidados sanitários para não se contaminarem e nem correrem o risco de passar a doença para o filho”, pontua Ticiana.

Um estudo publicado em janeiro de 2021 pelo American Journal of Obstetrics and Gynecology sugere que mães vacinadas podem transmitir anticorpos para os filhos ainda na barriga. Os casos de bebês que nasceram já com a proteção para o SARS-Cov-2 não são comuns, e a comunidade científica orienta que mais estudos sobre a temática sejam realizados, para identificar também por quanto tempo a criança estará imune ao vírus.

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