A quantidade de alunos de 18 a 29 anos que concluiu o ensino médio no Ceará cresceu no primeiro trimestre de 2021 e atingiu 72,3%, o maior desempenho nos últimos dez anos. Em 2012, a taxa de conclusão entre os jovens cearenses estava acima da registrada no Nordeste, de 48%, mas inferior a do Brasil, de 57,8%. O maior salto foi observado entre a primeira e a segunda onda da Covid-19 no Ceará.
Os números estão no Enfoque Econômico “Permanência e Conclusão no Ensino Médio da População de 18 a 29 Anos no Ceará” elaborado pela Diretoria de Estudos Sociais (Disoc) do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
Segundo o documento, para minimizar esses efeitos causados pela pandemia, tanto em 2020 como em 2021, o Governo cearense tem desenvolvido ações para que os estudantes cearenses tenham acesso às aulas a distância, entre elas, a distribuição de chips com pacote de internet móvel.
De acordo com secretária da Educação do estado, Eliana Estrela, a rede pública estadual cearense vem apresentando melhoria consistente nos indicadores educacionais.
“A rede estadual oferece o Ensino Médio, assim como a Educação de Jovens e Adultos (EJA), uma modalidade que garante escolarização básica, para um público diferenciado. Há uma proposta específica de ensino para a EJA, que considera a formação humana, social e científica, orientando-se pela concepção de educação ao longo da vida”, destacou a gestora.
Em 2021, com o aumento de casos e a chegada da segunda onda, a retomada normal das atividades econômicas e, principalmente, as escolares, acontece de forma gradual. No caso do Ceará, o retorno das atividades presenciais na maioria das redes de ensino aconteceu em meados do ano, com as redes públicas retomando, com opção de formato híbrido, no início do segundo semestre.




