Um estudo divulgado nesta semana pela Climate Central, grupo de pesquisa sem fins lucrativos que analisa e informa sobre ciência do clima, aponta que cerca de 50 grandes cidades ao redor do mundo, entre elas Fortaleza, perderão a maior parte de suas áreas povoadas devido ao aumento constante do nível dos oceanos.
O assunto foi uma das pautas do Jornal da Record desta terça-feira (12), que destacou oito cidades que estão com o futuro ameaçados pelo avanço do mar. Além de Fortaleza, foram mencionadas Salvador (Bahia), Nova York (Estados Unidos), Havana (Cuba), Dubai (Emirados Árabes), Cidade do Cabo (África do Sul) e Nápoles (Itália).
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Adaptação necessária
O estudo alerta que essas 50 cidades costeiras, entre elas Fortaleza, precisarão implementar medidas de adaptação "sem precedentes" para evitar que a elevação do mar engula suas áreas mais populosas. A análise foi feita em colaboração com pesquisadores da Universidade de Princeton (dos Estados Unidos) e do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático na Alemanha. O mapeamento resultou em contrastantes visuais marcantes entre o mundo como conhecemos e o nosso futuro subaquático, se o planeta aquecer a 3 °C acima de níveis industriais.
Controle do mar em Fortaleza
[caption id="attachment_83599" align="alignnone" width="699"]Ação é executava na região da Praia de Iracema. Foto: Prefeitura de Fortaleza.[/caption]
Sobre a preocupação com o avanço do mar em Fortaleza , a Prefeitura deu início, na última quinta-feira (dia 7 de outubro), aos trabalhos de construção de três barreiras de contenção para evitar assoreamentos nas duas galerias de drenagem localizadas no aterro da Av. Beira-Mar. A medida visa proteger a área de deságue, evitando o depósito de areia e, consequentemente, a obstrução do novo sistema.
A obra faz parte do projeto de requalificação da Av. Beira-Mar e integra a construção de três barreiras de contenção de pedra, duas próximas à galeria situada nas proximidades da rua Idelfonso Albano e outra na altura da avenida Rui Barbosa, ao lado do espigão já existente. De acordo com a Prefeitura, cada estrutura contará com 25 metros de comprimento. O serviço compreende a última etapa para a finalização do novo sistema da avenida, que tem por finalidade eliminar alagamentos na região.
“É uma intervenção importante para garantir o bom funcionamento e a manutenção das galerias de drenagem existentes no aterro. Nas chuvas do começo do ano, tivemos registro de alagamento na avenida exatamente devido o depósito de areia na galeria, sendo preciso a retirada do material com maquinário. Com as barreiras de contenção, esse problema não mais existirá e todo o novo sistema irá fluir com eficiência”, afirmou o secretário municipal da Infraestrutura, Samuel Dias.
A previsão de conclusão dos serviços é dezembro deste ano. Atualmente, as obras de urbanização da Av. Beira-Mar estão com 97% dos serviços executados. Ao todo, já foram urbanizados mais de 66 mil m² de área, no trecho entre a Avenida Rui Barbosa e a Rua Tereza Hinko, mudança que já tem proporcionado uma nova experiência para fortalezenses e turistas.




