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‘Se não for pra lá a gente não come’, diz mãe que aparece em vídeo procurando comida em caminhão de lixo em Fortaleza

Em entrevista à TV Cidade Fortaleza, a mulher conta que desde o início da pandemia de covid-19 não consegue emprego

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‘Se não for pra lá a gente não come’, diz mãe que aparece em vídeo procurando comida em caminhão de lixo em Fortaleza
Foto: GCMais

Nos últimos dias, um vídeo que mostra pessoas procurando comida em um caminhão de lixo em Fortaleza está circulando nas redes sociais. O registro da fome que a população brasileira está enfrentando foi realizado em um bairro nobre de Fortaleza. A reportagem da TV Cidade Fortaleza foi até a região e conseguiu conversar com uma das pessoas que aparecem nas imagens, uma mãe que revela a vida dura que enfrenta para dar comida às filhas.

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Jocasta mora em uma comunidade próxima ao local onde o vídeo foi realizado, no bairro Cocó. Ela conta que começou a ter que procurar comida no lixo ainda quando era criança, aos 12 anos, acompanhada da mãe e da avó.

“Hoje eu continuo nisso. Sou mãe, tenho que ir”, conta Jocasta. “Estou passando necessidades, tenho três filhas e estou sem nada. Se eu não for para lá a gente não come. Hoje eu já fui, já peguei essas tangerinas, de manhã, umas nove e pouco. Doze horas, eu peguei mais duas goiabas, fiz uma vitamina e dei para elas”.
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Jocasta revela que precisa sair cedo de casa para conseguir alguma coisa para comer em meio ao lixo. E, mesmo assim, nem sempre tudo que ela pega dá para comer.

“Eu divido. Tem um lado que está podre, eu parto e o que está bom eu dou para elas”, explica a mãe. “A gente lava bem lavado e dá para as crianças comerem”.
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Durante a reportagem, ela mostra o armário e a geladeira, com um pouco de comida que foi recolhida do lixo ou doada no sinal de trânsito, onde Jocasta pede por ajuda “Vou para o sinal, para um carro, dá uma quentinha. Eu deixo de comer e dou para elas”, conta.

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Ela explica que perdeu o emprego logo quando começou a pandemia e desde então não conseguiu um novo trabalho para custear as contas da família. Jocasta e as filhas moram em uma casa de um quarto e um banheiro, pagando um aluguel de R$ 250, além das contas de água e luz.

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“É difícil. Não é para todas as pessoas não….”, diz Jocasta, com pausas para conter a emoção. “Que querem criar seus filhos… Porque eu quero criar meus filhos... Por isso que eu vou. Eu não quero fazer nada de errado. O que eu mais quero é dar um futuro melhor para elas, um futuro que eu não tive”.
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Confira o vídeo da entrevista com a mãe que aparece procurando comida em caminhão de lixo em Fortaleza

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