A passagem dos ônibus urbanos podem sofrer um aumento de até 50% do valor atual. Este foi o alerta publicado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) em uma nota na última quarta-feira (10).
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De acordo com a entidade, o motivo do aumento nas passagens de ônibus são os prejuízos que estão sendo registrados pelas empresas desde o início da pandemia. A estimativa é de que o valor dos custos já chega aos R$ 21,37 bilhões, somados desde março do ano passado. Isso acontece porque os ônibus precisaram continuar circulando mesmo com a redução drástica no número de passageiros por conta do isolamento social.“Esse prejuízo já fez com que 52 empresas suspendessem a prestação dos serviços ou permanecessem sob intervenção ou recuperação judicial, até o momento”, diz a nota da NTU.
A associação também alerta sobre a necessidade de investimento do poder público para evitar que este aumento aconteça e prejudique a população.
“A NTU adverte que a falta de políticas de apoio ao setor, principalmente por parte do governo federal, e a manutenção das atuais regras dos contratos de concessão podem levar a um aumento de pelo menos 50% nos preços das tarifas de ônibus em todo o país a partir de janeiro do ano que vem, quando começam as revisões tarifárias previstas em contrato”, diz o texto.
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Em todo o Brasil, mais de 87.497 postos de trabalho nesta área foram encerrados no período entre janeiro de 2020 e setembro de 2022. A NTU alerta para a possibilidade de que diversas greves sejam intensificadas no ano que vem caso não sejam tomadas providências. Ela adverte, ainda, que o aumento no preço da passagem dos ônibus pode gerar mobilizações sociais como as que foram registradas anos atrás.
“Se mantida a prática de transferir ao passageiro a responsabilidade de custear sozinho o transporte coletivo, adotada na maioria dos contratos em vigor no país, podemos esperar no próximo ano uma alta de R$ 2,00 na tarifa ou mais, com consequências imprevisíveis, e não de R$ 0,20, como a que deflagrou os protestos populares de 2013”, alerta a nota da entidade.




