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1 a cada 6 mulheres já sofreu tentativa de feminicídio no Brasil
Os dados alarmantes da violência contra a mulher são do estudo “Percepções da população brasileira sobre feminicídio”
REDAÇÃO GCMAIS
Postado em 24 de novembro de 2021
1 a cada 6 mulheres já sofreu tentativa de feminicídio no Brasil
Foto: Marcos Santos / USP

1 em cada 6 mulheres brasileiras já sofreu tentativa de feminicídio. Um terço delas diz já ter sido ameaçada de morte pelo atual ou ex-parceiro. Os dados alarmantes da violência contra a mulher são do estudo “Percepções da população brasileira sobre feminicídio”, realizado pelos Institutos Locomotiva e Patrícia Galvão. 

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As informações revelam que a grande maioria dos habitantes considera que o local de maior risco de assassinato para a mulher é dentro da própria casa. Em números nominais, quase 26 milhões de brasileiras já sofreram ameaças de morte por pessoas com que mantêm ou mantiveram relacionamento amoroso. 

A pesquisa revela uma gravidade ainda maior: 7% das entrevistadas foram ameaçadas de morte por mais de um parceiro. A somatória das que nada fizeram após a ameaça, não levaram a sério, procuraram a igreja ou fugiram totaliza 229%. Apenas 34% delas denunciaram à polícia e 57% terminaram o relacionamento. 

Em 2020, houve recorde de mortes por feminicídio, com 1.350 vítimas, número 1% maior do que no ano anterior, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. 

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Feminicídio no Brasil

Segundo o Código Penal brasileiro, o feminicídio consiste no assassinato cometido em razão do sexo feminino. Em resumo, é quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação à condição de mulher.

Entre os fatores de risco para o feminicídio, estão o isolamento social, a ausência de rede de serviços de saúde e proteção social bem estruturada e integrada, a pouca consciência de direitos, histórico de violência familiar, transtornos mentais, uso abusivo de bebidas e drogas, dependência afetiva e econômica, presença de padrões de comportamento muito rígidos, exclusão do mercado de trabalho, deficiências, vulnerabilidades relacionadas a faixas etárias e escolaridade.

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