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MUDANÇA NO PROJETO
Feriado de Santa Dulce dos Pobres pode se tornar apenas Dia Nacional; entenda
Autor desistiu do projeto original para evitar que um novo feriado no país causasse impactos econômicos
REDAÇÃO GCMAIS
Postado em 24 de novembro de 2021
Feriado de Santa Dulce dos Pobres pode se tornar apenas Dia Nacional; entenda
Foto: Divulgação/Blog do Folha Missionária

O projeto de lei em homenagem à Santa Dulce dos Pobres, que cria um feriado nacional para a religiosa no dia 13 de março, foi alterado pelo autor, senador Ângelo Coronel (PSD-BA). Agora, o texto prevê apenas um dia nacional a ser comemorado em 13 de agosto, e não mais na data antes proposta.

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De acordo com o Senado Federal, Ângelo Coronel desistiu do projeto original para evitar que um novo feriado no país causasse impactos econômicos.

Se o texto for aprovado na Câmara dos Deputados, 13 de agosto será considerado o Dia Nacional da Santa Dulce dos Pobres, por já ser incorporado na tradição de prestar homenagens à religiosa na Bahia.

Santa Dulce dos Pobres

A canonização ocorreu nove anos após o colegiado de cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos, da Cúria Romana, atestar o primeiro milagre atribuído à Irmã Dulce descrito no processo de beatificação da religiosa iniciado pela Arquidiocese de São Salvador da Bahia. A decisão do colegiado é baseada em avaliação de peritos de saber científico (como médicos) e teólogos.

O milagre que levou à beatificação foi a intercessão da freira, a pedido de orações de um padre, para salvar a vida de uma mulher que deu à luz a um menino e estava desenganada por causa de uma hemorragia depois do parto, que os médicos não conseguiam conter. O caso ocorreu nove anos após a morte de Irmã Dulce (2001), em uma cidade do interior de Sergipe.

Para a canonização, a Constituição Apostólica exige a comprovação de um segundo milagre e semelhante ritual processual e comprobatório. A segunda graça, conforme publicado pela Arquidiocese de Salvador, foi a recuperação da visão do músico e maestro José Maurício Bragança Moreira, após 14 anos sem enxergar por causa do glaucoma.

“Eu fui paciente de glaucoma muito grave que me cegou durante 14 anos. No dia do milagre, 10 de dezembro de 2014, o meu coral ia cantar, mas a minha esposa nem me deixou sair de casa por causa do derrame que eu tive nos olhos devido a uma conjuntivite viral. Eu passei a noite sem conseguir dormir e por volta das 4h eu peguei a imagem de Irmã Dulce, que fica na cabeceira da minha cama, a coloquei nos meus olhos e pedi que ela aliviasse a minha dor”, descreve Moreira em relato publicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

De acordo com o músico, após colocar o santinho impresso sobre os olhos, sentiu sono e adormeceu. “Quando eu acordei de manhã, a minha esposa me deu umas compressas de gelo e foi quando eu comecei a enxergar o gelo e a ver a minha mão, e aos poucos a visão foi voltando. O momento que começou o retorno da visão foi pouco tempo depois da oração. É um milagre”, afirma. Após o reconhecimento do milagre pela Igreja, o Papa Francisco anunciou a canonização de Irmã Dulce.

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