Em julgamento que durou cerca de 10 horas no tribunal do júri do Fórum Clóvis Beviláqua, a Justiça do Ceará condenou na noite desta terça-feira (7) Francisco Alberto Nobre Calixto Filho a 15 anos e 10 dias pelo assassinato de sua ex-namorada, Stefhani Brito Cruz.
A sentença destaca que foram consideradas as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio. Além disso, também foi reconhecida a autoria do réu no crime de ocultação do cadáver.
O Ministério Público do Ceará (MP-CE) já comunicou que deve recorrer da sentença, pedindo aumento da pena. Apena deve ser cumprida, no primeiro momento, em regime fechado. O réu já estava preso de forma preventiva.
A espera pela justiça foi longa, de quase quatro anos. Para quem esperava do lado de fora do julgamento, a expectativa também era grande. A representante da Frente de Mulheres afirma que o caso de Stephani representa a agressão por muitas que se tornam vítimas de tragédias domésticas.
O crime
Alberto Calixto, de 28 anos, foi denunciado por homicídio qualificado: o crime que ele cometeu foi considerado feminicídio, com uso de recursos que impediu a defesa da vítima e através de uma ação bastante violenta.
Stefhani foi espancada e teve o corpo levado em uma moto até a lagoa da Libania, no bairro Mondubim. Na época, Stefhani tinha apenas 22 anos.
Outro caso recente de repercussão foi a morte da jovem Alana Oliveira. A mãe de Alana também acompanhou o julgamento e se prepara para o momento em que o suspeito pela morte da filha dela seja denunciado.
Acompanhe a reportagem de Théa Morel, que mostra como foi o início do julgamento:




