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"Pandemia está longe de acabar", volta a alertar a Organização Mundial da Saúde

A afirmação é do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.

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"Pandemia está longe de acabar", volta a alertar a Organização Mundial da Saúde
Foto: GCMais

Apesar do avanço da vacinação e das medidas de relaxamento como a retirada do uso de máscaras ao redor do mundo, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, voltou a dizer nesta quarta-feira (9) que a pandemia está longe do fim.

"A pandemia está longe de acabar. E ela não vai acabar em nenhum lugar até que ela acabe em todos os lugares", alertou, em coletiva de imprensa virtual, em Genebra, na Suíça.

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Em janeiro deste ano, após o aumento exponencial de contaminações impulsionado pela variante Ômicron, o dirigente da OMS já havia dito a mesma coisa. Ele também lembrou que, na próxima sexta-feira (11) completará exatamente dois anos em que a epidemia de covid-19 foi descrita como uma pandemia global.

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Pandemia: ameaça de nova variante preocupa a OMS

Nesta quarta-feira (9), a OMS informou estar monitorando o surgimento de uma nova variante do coronavírus que combina características genéticas duas outras versões do vírus: a Ômicron e a Delta. A mistura das duas variantes tem sido chamada informalmente de Deltacron.

A primeira evidência mais sólida de um vírus recombinante Delta e Ômicron foi compartilhada pelo Instituto Pasteur, da França. Eles fizeram o sequenciamento genético completo do vírus para o GISAID, um banco de dados internacional que centraliza as sequências genéticas de todas as variantes do coronavírus.

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A diretora técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, disse que a entidade está ciente dessa nova variante, já identificada em três países europeus. "Estamos cientes disso, é uma combinação das variantes Delta e Ômicron. Foi detectada na França, na Holanda e na Dinamarca. Isso era algo esperado dado que há uma intensa circulação dessas variantes", disse durante coletiva de imprensa da OMS.

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Segundo ela, em países da Europa a variante Delta continuava circulando de forma expressiva quando surgiu a variante Ômicron, o que pode explicar essa recombinação.

A epidemiologista ponderou que, até o momento, não foi identificada nenhuma severidade maior da infecção pela nova variante, mas que pesquisas e estudos ainda estão em andamento.

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