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Inflação sobe em fevereiro; Educação, alimentação e bebidas sofreram os maiores impactos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 1,01% no segundo mês do ano. Esse é o maior número para o mês desde 2015.

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Inflação sobe em fevereiro; Educação, alimentação e bebidas sofreram os maiores impactos
Foto: GCMais

Desde 2015 a economia brasileira não registrava índice de inflação tão alto para o mês de fevereiro. Naquele ano, a inflação registrada foi de 1,22%. Em fevereiro deste ano, o índice teve alta de 1,01%. Esse número é 0,47% maior que o registrado em janeiro (0,54%). No ano, a alta acumulada é de 1,56%. E nos últimos 12 meses, o índice teve alta acumulada de 10,54%. As informações são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias.

Os setores que mais contribuíram para a alta da inflação foram Educação, com 5,61%, e Alimentação e Bebidas, com 1,28%. Os dois grupos juntos representaram 57% do IPCA de fevereiro.

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No campo da Educação, os cursos regulares foram os que tiveram maior impacto. Ensino fundamental (8,06%), pré-escola (7,67%) e ensino médio (7,53%) foram os maiores destaques desse segmento. No ensino superior, a alta foi de 5,82% e na pós-graduação o aumento foi de 2,79%. Cursos de idioma subiram 7,29%.

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No grupo de Alimentação e Bebidas, os aumentos são sucessivos desde janeiro de 2020. Apenas no mês de novembro de 2021 houve queda discreta de 0,04%. A alta acumulada nos últimos 12 meses é de 9,12%. Contribuíram para esse aumento fatores climáticos, como excesso de chuvas e estiagens em várias regiões do país. A batata inglesa teve variação de 23,49%. Já a cenoura subiu 55,41%.

O preço do frango registrou queda. O valor do frango inteiro caiu 2,29%. A versão em pedaços reduziu 1,35%. Em janeiro, as reduções respectivas foram de 0,85% e 0,71%.

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O maior vilão dos últimos 12 meses, que contribuiu para a alta da inflação, foi o preço dos combustíveis. A alta acumulada foi de 33,33%. Em fevereiro, no entanto, o item caiu 0,92%. A gasolina recuou 0,47% e o diesel subiu 1,65%. O etanol, por outro lado, teve queda de 5,04% e o gás veicular subiu 2,77%.

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Ainda no mesmo grupo de Transportes (0,46%), o preço dos automóveis novos teve alta de 1,68%. É o 18º mês consecutivo de aumento. Os usados subiram 1,51% e as motocicletas aumentaram 1,72%.

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INPC em alta

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Outro índice que registrou crescimento em fevereiro foi o o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O aumento foi de 1,00% (0,67% acima do registrado em janeiro). Assim como o IPCA, o INPC teve o maior valor para o mês já registrado desde fevereiro de 2015 (1,16%).

De acordo com o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, “o grupo Educação tem menos peso no INPC, na comparação com o IPCA. Com isso, as altas nesse grupo acabam impactando menos o resultado final (0,22 p.p. no INPC contra 0,31 p.p. no IPCA). No INPC, os produtos alimentícios passaram de 1,08% em janeiro para 1,25% em fevereiro. Os não alimentícios também tiveram alta superior em fevereiro (0,92%) na comparação com o mês de janeiro (0,54%)”.

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