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Países autorizam vacina contra varíola dos macacos; saiba quais

Em maio, o governo espanhol anunciou em maio a aquisição de vacinas Imvanex e antivirais Tecovirimat

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Países autorizam vacina contra varíola dos macacos; saiba quais
Foto: GCMais

Dois países do continente europeu autorizaram a vacina contra a varíola dos macacos. Na última quinta-feira (9), o Ministério da Saúde espanhol anunciou a aprovação do uso do imunizante, que deve ser aplicada a pessoas que tiveram contato com casos positivos e são de "alto risco".

Vacina contra varíola dos macacos

Em maio, o governo espanhol anunciou em maio a aquisição de vacinas Imvanex e antivirais Tecovirimat por meio da Autoridade Europeia de Preparação e Resposta a Emergências de Saúde (HERA). "A vacinação pré-exposição não é recomendada neste momento, embora possa ser recomendada posteriormente, dependendo da evolução do surto e da disponibilidade de vacinas", informa nota. O país confirmou 242 casos positivos da doença.

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Na Alemanha, apenas pessoas que tiveram contato próximos a doentes e pessoas de grupo de risco podem receber o imunizante. São 133 positivos da doença. O país também usará a vacina Imvanex.

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Entenda o que é a varíola dos macacos

O trauma naturalmente causado por uma pandemia acaba por deixar muitas pessoas preocupadas quando veem, logo em seguida, alertas sobre o surgimento de uma doença em locais onde antes ela não era detectada. É o que ocorreu após notícias de que humanos se contaminaram com a chamada varíola dos macacos, doença que é endêmica em países africanos, mas sua disseminação para países não endêmicos, como na Europa e nos Estados Unidos, causou apreensão.

Médico infectologista do Hospital Universitário de Brasília (UnB), André Bon trata de tranquilizar os mais preocupados. “De maneira pouco frequente essa doença é grave. A maior gravidade foi observada em casos de surtos na África, onde a população tinha um percentual de pacientes desnutridos e uma população com HIV descontrolado bastante importante”, explica o especialista.

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Segundo ele, no início dos anos 2000 houve um surto da doença nos Estados Unidos. “O número de óbitos foi zero, mostrando que, talvez, com uma assistência adequada, identificação precoce e manejo adequado em uma população saudável, não tenhamos grandes repercussões em termos de gravidade”.

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