Setembro chegou. É a época chamada de “B-R-O-Bró”, marcada por ser a mais quente do ano. A baixa umidade fica ainda mais intensa, além de altas temperaturas.
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) indicam que, entre agosto e setembro, as normais climatológicas das temperaturas máximas médias variam em cerca de 1 grau./
Além disso, a baixa umidade do ar pode ser mais expressiva. É o que explica a meteorologista Meiry Sakamoto.
"O segundo semestre do ano é mais propício à baixa a umidade relativa do ar no Ceará devido ao final do período de chuvas. Assim, passamos a ter predomínio de seu claro com poucas nuvens, redução da umidade relativa do ar, aumento da temperatura máxima e aumento da velocidade dos ventos. A umidade relativa e a temperatura do ar estão inversamente relacionadas uma a outra de forma que nos horários mais quentes do dia, principalmente no início da tarde, observa-se queda na umidade."
O baixo registro de chuvas traz muitos prejuízos, como dificuldade de respirar, coceira nos olhos e dores de cabeça. Além de ressecar, esse calor forte pode causar desidratação, tonturas e dores de cabeças. O neurologista Thiago Taya explica que isso acontece principalmente pela desidratação das mucosas.
"Em relação à cefaleia, que na verdade é só o termo técnico para as dores de cabeça. o período de seca gera assim um aumento dos episódios desse tipo de dor, principalmente pela desidratação das mucosas. Aquela boca seca, o nariz seco, que todo mundo tem nessa época do ano, pode gerar uma certa irritação e inflamação desses locais, aumentando um pouquinho mais a chance de ocorrência de sinusite, por exemplo. Isso pode resultar em desconforto, inclusive dor mesmo na face e na cabeça."
É indicado, ainda, evitar exposição ao sol e atividade física quando a umidade relativa do ar está baixa. Neste caso, é importante ingerir mais água, suco natural ou água de coco.




