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Pós-eleições: saiba como refazer laços familiares e afetivos em meio à polarização

O médico e terapeuta de constelação familiar, Andrei Moreira, falou sobre o assunto.

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Pós-eleições: saiba como refazer laços familiares e afetivos em meio à polarização
Foto: GCMais

O processo eleitoral brasileiro acaba envolvendo bem mais do que apenas o direito e o dever de exercer a democracia através do voto. É que com a polarização em um dos seus níveis mais altos no País, as brigas, desentendimentos e términos estão cada vez mais presentes. No entanto, as eleições passaram. Como fazer para reconstruir vínculos e os laços familiares e afetivos com as pessoas amadas? O médico e terapeuta de constelação familiar, Andrei Moreira, falou sobre o assunto.

Segundo Andrei, a maior parte da discussão política - qualquer que seja ela - é baseada em manifestações emocionais e repetição massificada de falas, com as quais uma pessoa está identificada numa perspectiva de pertencimento familiar, religioso, social.

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"A riqueza da democracia é a divergência, a tolerância e o respeito, com foco no bem comum. Somos diferentes e a diferença é enriquecedora, sempre que esta respeita a ética universal", disse.
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Conforme o terapeuta, "há circunstâncias que requerem a indignação justa, diante do franco desrespeito ao ser humano e à coletividade. No entanto, quero trazer aqui o foco para o que nos move em nossas ações e reações perante a diferença e a diversidade. Há um ditado da sabedoria popular que diz: "incomodou, doeu, leva para casa que é seu". Isso se aplica a uma boa parte de incômodos que nos acometem no dia a dia das relações", pontuou.

Como refazer laços familiares e afetivos

O médico explicou que a projeção é uma defesa psicológica que nos leva a apontar no outro aquilo que negamos, não aceitamos ou rejeitamos em nós.

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"Somos inconsciente e emocionalmente guiados pelas nossas dores e feridas afetivas, sobretudo as infantis, na relação com o outro", disse.
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Conforme Moreira, em tempos de intolerância, preconceitos e polarizações é útil observar: "o que nos incomoda naqueles que nos irritam e, para além do que é responsabilidade do outro - que a ele compete assumir - nos perguntarmos o quanto temos ou somos o que apontamos em quem acusamos, tanto quanto onde, internamente, aquela atitude ou circunstância nos toca em nossa história e emoções."

"O autoconhecimento e o acolhimento da própria sombra e, sobretudo, a decisão de se responsabilizar pelo que é seu, favorecem a compaixão, o estabelecimento de limites com respeito, a aceitação de si mesmo e do diferente, a inclusão e a afetividade. E é o afeto o grande alimento da alma e das relações saudáveis, em qualquer tempo", finalizou.
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