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Fala racista de Monark fez Flow Podcast perder R$ 8 milhões

Na época, uma nota da empresa 3K defendeu Monark e negou que ele havia sido nazista, porém admitiu que o discurso do youtuber havia sido “irresponsável”

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Fala racista de Monark fez Flow Podcast perder R$ 8 milhões
Foto: GCMais

O Flow Podcast perdeu R$ 8 milhões após fala racista do youtuber Monark. Em seu discurso, ele defendeu a criação e legalização de um partido nazista no Brasil. A polêmica logo ganhou destaque nas redes sociais. As receitas da empresa 3K ficaram “zeradas” depois que contratos publicitários, já firmados, foram cancelados.

Na época, uma nota da empresa 3K defendeu Monark e negou que ele havia sido nazista, porém admitiu que o discurso do youtuber havia sido “irresponsável”. Por isso, Monark precisou romper a parceria que tinha com a empresa dona do podcast.

https://twitter.com/LeviKaique/status/1491001133263114241

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Justiça do Rio manda Flow podcast retirar declarações nazistas de Monark

A Justiça do Rio determinou que o podcast Flow retire de suas redes sociais as declarações do apresentador Bruno Aiub, conhecido como Monark, defendendo a criação de um partido nazista no Brasil. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (10) pela juíza Débora Maria Barbosa Sarmento, da 7ª Vara Cível da Capital, atendendo a pedido da Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj).

“Narra a demandante que um dos apresentadores do Flow Podcast, Monark, defendeu a formalização de um partido nazista junto à Justiça Eleitoral brasileira, o que contraria princípios básicos da Constituição, como a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A veiculação de símbolos, ornamentos, emblemas, distintivos ou propaganda relacionados ao nazismo é crime previsto na Constituição como inafiançável e imprescritível”, escreveu a juíza.

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Segundo ela, a prática do nazismo constitui crime de discriminação e preconceito, sendo proibida a criação de partido político que tenha como objetivo defender a prática de valores contrários à lei. A juíza destacou que o nazismo prega a supremacia racial e o extermínio de grupos que considera inferiores, tendo gerado a morte de milhões de judeus na Europa.

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“Não socorre aos réus invocar eventual direito de liberdade de expressão, que não se sobrepõe ao de respeito, de dignidade e de consideração ao ser humano. Ademais, a liberdade de expressão tem limites constitucionais, sendo que a vedação aos crimes de discriminação e preconceito constituem um desses limites”, frisou a magistrada.

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Ela determinou que os réus retirem de todas e quaisquer contas de suas plataformas em redes sociais – incluindo YouTube, Instagram, Facebook, Spotify e Twitch Tv – as declarações do apresentador Monark no Flow Podcast do último dia 7, que defendem a criação de partido nazista em território brasileiro. A juíza deu prazo de 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

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Em nota divulgada à imprensa, a empresa Estúdios Flow pediu desculpas à comunidade judaica, informou que já retirou o episódio do ar e anunciou o desligamento de Monark. Este já havia pedido desculpas, em vídeo publicado nas redes sociais, argumentando que estava bêbado quando falou sobre a questão.

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