A Polícia Rodoviária Federal (PRF) totalizou 78 ônibus apreendidos por transportar manifestantes. Na data dos atos de vandalismo em Brasília, 25 ônibus foram apreendidos e em menos de 24 horas, a PRF interceptou 55 ônibus envolvidos nos atos em rodovias federais. Desses, 36 foram apreendidos, 16 em Goiás, dez em Minas Gerais, sete no Distrito Federal, dois no Paraná e um em São Paulo.
Na terça-feira (10) e na quarta-feira (11) foram apreendidos oito e cinco veículos, um deles em Mato Grosso. A polícia ainda informou que seis ônibus foram abordados e liberados por não transportarem manifestantes. Uma suspeita ainda não confirmada pelos agentes é de os veículos paravam em cidades no caminho de retorno para que os passageiros embarcassem em ônibus de linha para suas cidades, estratégia adotada para contornar as abordagens polícia.
Entre as ocorrências registradas destaca se a apreensão em Três Marias, em Minas Gerais, onde foram encontrados, em posse dos ocupantes ,estojos de bombas de gás lacrimogêneo já deflagradas, além de um cartão de acesso do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República
Em Santa Maria, no Distrito Federal, dois policiais militares estavam entre os passageiros do um ônibus que seguia para Minas Gerais. Ambos portavam arma de fogo e munições e, no momento da abordagem, para causar tumulto, um dos militares usou spray de pimenta no interior do ônibus, informou a PRF.
Atos de vandalismo em Brasília
Policiais federais e civis cumprem, ao todo, 32 ordens judiciais de busca e apreensão e de prisão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de Rondônia, do Pará, de Mato Grosso, do Tocantins, do Ceará, de São Paulo e do Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.
Os suspeitos, segundo a PF, teriam tentado invadir a sede da corporação com o objetivo de resgatar o indígena José Acácio Serene Xavante, preso no dia 12 deste mês por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes. Diante da tentativa frustrada, os manifestantes teriam dado início a uma série de atos de vandalismo pela cidade. A PF informou que as duas investigações foram encaminhadas ao Supremo, em razão de declínio de competência.
Os suspeitos podem responder pelos crimes de dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas penas máximas somadas atingem 34 anos de prisão.
O futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, em mensagem no Twitter, que “as ações policiais em curso visam garantir o Estado de Direito, na dimensão fundamental da proteção à vida e ao patrimônio. Motivos políticos não legitimam incêndios criminosos, ataques à sede da Polícia Federal, depredações, bombas. Liberdade de expressão não abrange terrorismo”.




