A “Operação IL Padrino” foi deflagrada em uma ação conjunta em sete estados e o Distrito Federal, na quinta-feira (4). No Ceará, foram presas cinco pessoas. Além das prisões, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, uma pistola, munições, joias, dinheiro e 12 veículos, sendo oito carros e quatro motocicletas. Os alvos foram capturados em Juazeiro e Araripe, na região do Cariri, no Sul do Estado.
Chefe de quadrilha preso no Cariri
Em todo território nacional, foram cumpridos 14 mandados de prisão, 80 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de dezenas de contas bancárias, com sequestro judicial de valores em conta, de cinco imóveis e mais de 20 veículos de luxo. Um dos alvos da investigação foi o megatraficante Cícero da Silva Oliveira, conhecido como “Padrinho”.
Os alvos são investigados por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa. A ação ocorreu no Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Tocantins.
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Megatraficante pagou R$ 1 milhão à vista por BMW
O megatraficante Cícero da Silva Oliveira, conhecido como “Padrinho”, chegou a pagar R$ 1 milhão, à vista, por uma BMW X6 Competiton, de acordo com investigações. O homem, preso durante a operação Il Padrino, em Juazeiro do Norte, na quinta-feira (4), usava o dinheiro adquirido comprando carros de luxo. Dinheiro e ouro também foram apreendidos na casa do megatraficante.
Segundo a Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), o megatraficante teria gastado cerca de R$ 10 milhões com carrões, entre eles superesportivos da BMW, Mercedes e Jaguar. O homem mora em uma mansão avaliada em R$ 2,5 milhões em um condomínio luxuoso de Juazeiro do Norte.
Investigações também apontam ter havido omissão de concessionárias de veículos onde o traficante comprava carros caríssimos em nome de terceiros. Entre os carrões comprados pelo Padrinho estão modelos como Toyota Hilux, SW4, Jaguar, BMW 320, 2 Land Rover Velar e Dodge Ram.
Padrinho é considerado o único criminoso a manter negócios simultâneos com a cúpula de algumas das maiores e mais perigosas facções criminosas do país e se tornou alvo de intensa investigação. A operação “Il Padrino” mapeou centenas de transações envolvendo carregamentos de centenas de quilos de cocaína e milhões de reais.




