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Saiba como se prevenir ou tratar a raiva humana, caso seja contaminado

Na semana passada, um homem de 36 anos morreu no município de Cariús, no interior do Ceará, vítima da doença

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Saiba como se prevenir ou tratar a raiva humana, caso seja contaminado
Foto: GCMais

A Secretaria da Saúde do Ceará orienta como proceder diante de casos suspeitos de raiva humana. As pessoas que tiveram contato com os animais devem procurar uma unidade de saúde. "A raiva é uma doença viral que é bastante letal e ela é transmitida principalmente pela mordedura ou lambedura de animais. A raiva humana ainda é um problema sério de saúde pública. Os principais sintomas nos seres humanos é fotofobia, salivação excessiva, tremores involuntários, mal-estar e febre baixa", explicou Kellyn Cavalcante, articuladora técnica do grupo das zoonoses da Vigilância Epidemiológica e Prevenção da Saúde da pasta.

De acordo com a profissional, "as pessoas não devem esperar até que apareçam esses sintomas para procurar um serviço de saúde". "A partir do momento em que a pessoa é agredida por qualquer animal, ela tem que procurar uma unidade de saúde mais próxima para que o médico possa avaliar a situação e o tipo de agressão. O médico vai descrever ou não a profilaxia antirrábica", destacou.

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A articuladora técnica orientou como evitar acidentes com animais. "Primeiramente, os cães e gatos devem ser vacinados anualmente. Também ter cuidado para não ter contato com animais silvestres ou desconhecidos que estão na rua. Evitar domiciliar animais silvestres. E também procurar uma unidade de saúde mais próxima se for agredido por qualquer tipo de animal", concluiu.

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De acordo com a pasta, o homem era um agricultor e teve contato com um animal contaminado (macaco sagui) em fevereiro deste ano. A vítima só buscou atendimento médico em abril, depois do início dos sintomas.

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Após exames, foi confirmado que o caso se tratava de raiva humana. O município comunicou à Área Descentralizada de Saúde e ao GT Zoonoses da Sesa no dia 4 de maio. O agricultor foi transferido para um hospital de referência, mas não resistiu e morreu.

O Serviço de Verificação de Óbito coletou, após a morte do homem, e enviou para análise ao Laboratório Central de Saúde Pública, que confirmou a causa da morte por raiva humana.

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Segundo a secretaria, a pasta vai apoiar todas as medidas de prevenção e controle da doença em Cariús. Diante de casos suspeitos ou confirmados da doença, o órgão irá realizar ações de vigilância, além de assistência quanto à profilaxia antirrábica humana.

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De 2007 a 2016, houve cinco óbitos por raiva humana no Estado, registrados nos municípios de Camocim (mordida de um sagui, em 2008), Chaval (cão, em 2010), Ipu (sagui, 2010), Jati (sagui, 2012) e Iracema (morcego, 2016). Entre 2017 a 2022 foram realizados 236.447 atendimentos envolvendo casos antirrábicos no Ceará, sem nenhum óbito registrado.

Orientações da Saúde

A Secretaria da Saúde orienta a população sobre os cuidados para evitar acidentes com animais infectados com o vírus rábico. Vacinar o cachorro e o gato e ter cautela diante do contato com mamíferos desconhecidos, por exemplo, são algumas das principais medidas preventivas.

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Se uma pessoa sofrer agressão por um mamífero, a exemplo de gato, cachorro, morcego, sagui ou raposa, deve imediatamente lavar o local da ferida com água e sabão e buscar a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

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