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"Acompanhamento psicológico dos policiais deve ser discutido", diz especialista após chacina no Ceará

O Jornal da Manhã Entrevistas com Patrícia Calderón é veiculado todo sábado, às 8h, na Jovem Pan News Fortaleza e no YouTube da emissora

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"Acompanhamento psicológico dos policiais deve ser discutido", diz especialista após chacina no Ceará
Foto: GCMais

A chacina que vitimou quatro policiais em Camocim no último fim de semana, no interior do Ceará, e a saúde mental dos profissionais da segurança pública são alguns dos temas tratados no Jornal da Manhã Entrevistas deste sábado (20), na Rádio Jovem Pan News Fortaleza FM 92,9. Em entrevista à jornalista Patrícia Calderón, o sociólogo e coordenador do Laboratório de Estudos de Violência (LEV) da Universidade Federal do Ceará (UFC), César Barreira, esclarece que o acompanhamento psicológico dos policiais e uma formação mais adequada podem reduzir casos como este.

"A formação do policial no Brasil e até em outros países ainda é muito frágil. Essa formação deveria ser técnica, bastante qualificada, principalmente com relação ao tiro. O caso de Camocim decorre muito disso, de um despreparo técnico e psicológico da pessoa. Essa discussão sobre um acompanhamento psicológico do policial tem que haver", disse o especialista.
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Acompanhamento psicológico dos policiais

O atendimento à população, prisões, situações de homicídios, latrocínios e tiroteios são situações comuns do dia a dia que podem alterar o controle físico e psicológico dos policiais. "O fato de ser uma profissão estressante, de trabalharem com o público e o fato de andarem armados são situações que requerem um controle muito maior desse ofício", complementou César Barreira.

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Chacina em Camocim

No último domingo (14), um policial civil assassinou a tiros quatro colegas na Delegacia Regional de Camocim. Os agentes foram surpreendidos por um colega que estava de folga e chegou ao local atirando. As vítimas foram os escrivães Antônio Cláudio dos Santos, Antônio José Rodrigues Miranda e Francisco dos Santos Pereira e o inspetor Gabriel de Souza Ferreira. Após cometer o crime, o suspeito tentou fugir, mas desistiu e se entregou no quartel da Polícia Militar da cidade.

Acompanhe o programa na íntegra:

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