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Deputados do PL cassados no Ceará seguirão com mandato até julgamento do TSE; entenda

Partido irá recorrer ao TSE e, desta forma, a composição da Assembleia Legislativa não será alterada por enquanto

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Deputados do PL cassados no Ceará seguirão com mandato até julgamento do TSE; entenda
Foto: GCMais

Os quatro deputados estaduais do Partido Liberal (PL) cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), devido à fraude na cota de gênero nas eleições de 2022, seguirão com os mandatos até a decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Desta forma, a composição da Assembleia Legislativa não será alterada por enquanto.

Foram cassados, por 4 votos a 3, os deputados Alcides Fernandes, Dra. Silvana, Marta Gonçalves e Carmelo Neto – o mais votado na disputa pelo cargo nas eleições de 2022. O partido irá recorrer ao TSE. Como o recurso tem efeito suspensivo, isso permite que os parlamentares sigam nas funções. O julgamento do TRE iniciou duas semanas atrás, quando a maioria dos magistrados se manifestou a favor da penalidade.

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Veja como votaram os juízes:

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Improcedente

Raimundo Nonato Silva Santos Glêdison Marques Fernandes Inacio de Alencar Cortez Neto

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Procedente

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Kamile Moreira Castro Raimundo Deusdeth Rodrigues Júnior Roberto Soares Bulcão Coutinho Francisco Érico Carvalho Silveira

Deputados do PL cassados no Ceará

As denúncias são de que o partido teria colocado candidaturas laranjas para atingir o mínimo de 30% de mulheres exigidos nas chapas eleitorais. As ações foram movidas pela Procuradoria Regional Eleitoral no Ceará (MPF), pela secretária de Juventude do Estado, Aldelita Monteiro (Psol), pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e por deputados estaduais e suplentes.

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O presidente do TRE-CE, desembargador Inacio de Alencar Cortez Neto, havia pedido vistas por divergências nos votos em relação à inelegibilidade do presidente da legenda, o prefeito de Eusébio Acilon Gonçalves. Segundo o Ministério Público do Ceará, o PL teria fraudado a cota de gênero por três candidaturas femininas fictícias: Andrea Moura Fernandes, Maria Meiriane e Marlúcia Barroso.

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As três mulheres que seriam supostas candidatas do PL ao cargo de deputada estadual afirmam que não fizeram campanha e nem pediram candidatura. Pela legislação eleitoral, cada partido ou coligação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo.

As ações ingressadas contra o Partido Liberal no estado apontam que o diretório local da sigla fez o registro de candidatas apenas para simular o cumprimento da lei, que determina que os partidos devem destinar no mínimo 30% das candidaturas.

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