Uma explosão atingiu a barragem de Nova Kakhovka, localizada em uma parte controlada pela Rússia no sul da Ucrânia, na madrugada desta terça-feira (6). O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou como um "ataque terrorista", deliberado contra uma instalação civil realizado supostamente pelo exército ucraniano.
Conforme o Ministério das Relações Exteriores russo, "o regime de Kiev não apenas submeteu a usina hidrelétrica de Nova Kakhovka a bombardeios maciços, mas também elevou deliberadamente o nível da água na represa a níveis críticos ao abrir as comportas da usina hidrelétrica de Dnipropetrovsk".
"O que aconteceu foi um ataque terrorista dirigido contra um alvo de infraestrutura para fins estritamente civis. Foi intencionalmente planejado com antecedência pelo regime de Kiev no âmbito da chamada 'contraofensiva' do Exército ucraniano", denunciou a diplomacia russa em comunicado.
Moscou condenou a destruição, "que levou a uma enorme catástrofe humanitária e ecológica".
Conforme as agências de notícias internacionais, o Ministério das Relações Exteriores comentou que a explosão da represa levou a um aumento considerável no nível da água, inundando localidades e forçando a retirada de milhares de pessoas de casa.
"Essa sabotagem do regime de Kiev causou danos colossais à agricultura da região e ao ecossistema do estuário do rio Dnipro. Como resultado da queda no nível da represa de Nova Kakhovka, o abastecimento de água da Crimeia e a irrigação das plantações na região de Kherson serão prejudicados", acrescentou a pasta.
Sobre a explosão na barragem controlada pela Rússia, o Ministério das Relações Exteriores ainda informou que a Rússia "promoverá a análise desse crime do regime de Kiev no Conselho de Segurança da ONU, nos órgãos da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE, na sigla em inglês) e em outras organizações internacionais".
"Pedimos à comunidade internacional que condene essas ações criminosas das autoridades ucranianas, que têm um caráter cada vez mais desumano e representam uma séria ameaça à segurança regional e global", concluiu.




