O corpo de um homem de 45 anos foi retirado dos escombros do prédio que desabou no Complexo Habitacional Beira-Mar, no bairro do Janga, em Paulista, no litoral norte de Pernambuco. A informação foi confirmada pela Secretaria de Defesa Social do estado. O prédio estava ocupado mesmo depois de ter sido interditado e desabou na manhã desta sexta-feira (7), por volta das 6h30.
Quando os trabalhos de resgate ainda estavam no início, o coronel do Corpo de Bombeiros Robson Roberto já havia confirmado o resgate de outras duas vítimas, com vida. Uma mulher, de 65 anos, foi encaminhada para o Hospital Miguel Arraes, em Paulista. A segunda vítima, com 15 anos, do sexo feminino, foi encaminhada, com fraturas múltiplas, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital da Restauração.
No comunicado oficial da secretaria, foi informado que houve o desabamento de um prédio integralmente e outro teve parte da estrutura destruída.
Além do Corpo de Bombeiros, que trabalham com oito viaturas em duas frentes de atuação, equipes da Defesa Civil de Paulista e da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil do Estado também estão no local.
A Polícia Militar faz o isolamento da área e a Polícia Civil de Pernambuco também enviou uma equipe da Delegacia do Janga, para os atendimentos iniciais, em apoio às outras forças de salvamento.
As unidades que desabaram fazem parte do bloco D do complexo, que havia sido condenado pela Defesa Civil. A construção tem 38 anos e faz parte de um programa de moradias populares com 1.711 unidades, distribuídas em 29 blocos, sendo 20 do tipo caixão e nove com estrutura de pilotis.
Prédio que desabou estava interditado
O prédio que desabou na região metropolitana do Recife estava sob ordem judicial de interdição desde o ano de 2010, conforme informações divulgadas pela prefeitura de Paulista. No entanto, em 2012, o edifício foi reocupado, mesmo após uma vistoria realizada em 2018 que confirmou a necessidade de interdição. Não há informações sobre se os moradores recebiam algum tipo de assistência habitacional ou se havia apoio para que deixassem o local.
Esse tipo de construção, popularmente conhecida como “prédio caixão”, possui térreo e três andares, com quatro apartamentos em cada pavimento. Esse caso é semelhante ao desabamento do Edifício Leme, ocorrido em abril, no bairro de Jardim Atlântico, em Olinda, que resultou na morte de seis pessoas e deixou outras cinco feridas. O prédio também estava interditado desde o ano 2000 devido a problemas de segurança, mas acabou sendo reocupado posteriormente.




