Em comunicado divulgado nessa quarta-feira (2), o PSDB nacional negou qualquer intenção de fazer parte do governo do Presidente Lula. Em meio à expectativa por uma reforma ministerial que acomodará partidos do Centrão, como Republicanos e PP, informações de bastidores sugeriam que o Planalto também poderia tentar atrair o PSDB. Uma das possibilidades sugeridas era a oferta da vice-presidência da Caixa Econômica à sigla, conforme noticiado pelo jornal Estado de S. Paulo.
O comunicado do PSDB afirma de maneira categórica que o partido não pretende se unir ao governo "em nenhuma posição ou sob qualquer pretexto." Enfrentando desafios recentes, incluindo a diminuição de parlamentares eleitos e lideranças executivas, o PSDB também está mirando uma possível terceira via nas eleições presidenciais de 2026, prometendo "apresentar propostas" para que "os brasileiros não tenham que escolher entre o pior e o menos pior."
O comunicado reafirma o respeito da sigla ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e enfatiza que o PSDB mantém uma relação institucional com o governo "em defesa da população brasileira e do Brasil." No entanto, o partido destaca seu papel de força de oposição à administração petista, afirmando que o "desejo não se concretizará" no que diz respeito à presença de figuras do PSDB no Planalto.
"Queremos um Brasil melhor, sim. E atuaremos para isso como oposição consequente, que reconhece que não era mais possível continuar como estávamos, mas que também sabe que o país ainda não tem um caminho claro, seguro e sereno de futuro. O atual governo do PT não tem promovido ações consistentes de reconciliação nacional, talvez porque, em sua essência, não queira, não saiba ou não consiga fazê-lo", afirma o texto.
Apesar de se posicionar firmemente como oposição ao governo, o PSDB também reconhece que Lula pode contar com o partido "quando o melhor para o país estiver em jogo."




