O Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota de pesar pelo assassinato de Fernando Villavicencio, candidato à Presidência do Equador. O político foi morto na quarta-feira (9) com três tiros na cabeça logo após sair de um comício em uma escola na capital Quito. O Itamaraty considerou o ato "deplorável" e expressou profunda consternação diante do fato.
“O governo brasileiro tomou conhecimento, com profunda consternação, do assassinato, na tarde de hoje, 9 de agosto, em Quito, de Fernando Villavicencio, candidato às eleições presidenciais no Equador. Ao manifestar a confiança de que os responsáveis por esse deplorável ato serão identificados e levados à justiça, o governo brasileiro transmite suas sentidas condolências à família do candidato presidencial e ao governo e povo equatorianos”, declarou a nota.
Fernando Villavicencio Valencia, de 59 anos, candidato pelo partido de esquerda Movimento Construye, foi alvo de disparos por pistoleiros logo após seu comício em Quito.
Familiares relataram que Valencia, jornalista investigativo, foi imediatamente transferido para a Clínica de La Mujer, onde médicos confirmaram sua morte após ser atingido. O ataque aconteceu por volta das 18h20, no horário local.
Nesta quinta-feira (10), a facção criminosa Los Lobos assumiu a responsabilidade pelo assassinato de Fernando Villavicencio. Esse grupo é considerado o segundo maior no Equador e fez ameaças a políticos corruptos que usam dinheiro do crime para financiar campanhas eleitorais.




