RESSARCIMENTO

123 Milhas: cliente pode escolher ser ressarcido em dinheiro, diz Ministério da Justiça

Companhia anunciou o bloqueio de pacotes e de emissão de passagens áreas da linha Promo com data variável na última sexta-feira (18)

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22 de agosto de 2023
Igor Silveira

A 123 Milhas vai ser processada pelo Ministério da Justiça. A pasta vai investigar a suspensão da emissão de passagens promocionais pela empresa e pede que a companhia identifique todos os clientes prejudicados para que os danos sejam reparados. Para a Secretaria Nacional do Consumidor, o cliente deve ter o direito de optar por ser ressarcido em dinheiro. Os Procons de São Paulo e Fortaleza já notificaram a empresa e exigem os motivos da suspensão.

123 Milhas: cliente pode escolher ser ressarcido em dinheiro, diz Ministério da Justiça
Foto: Divulgação

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A companhia anunciou o bloqueio de pacotes e de emissão de passagens áreas da linha Promo com data variável na última sexta-feira (18). A empresa revelou que iria ressarcir os clientes atingidos com vales que têm duração de três anos. Eles terão correção monetária mensal de 150% de CDI, que é o título de dívida negociado entre bancos que segue a taxa básica de juros. Mas o cliente não terá a opção de ter o valor devolvido.

A 123 Milhas informou que os cupons valem apenas para produtos do site, como passagens, hotéis ou pacotes turísticos. O Ministério da Justiça orienta os consumidores a entrar em contato com a empresa e registrar queixa contra ela na própria fundação.

123 Milhas suspende emissão de passagens

A 123 Milhas cancelou passagens e pacotes da linha conhecida como “promo” e que oferece viagens com datas flexíveis. Nessa modalidade, os clientes não escolhem a data exata e nem o horário do voo. Faltando alguns dias para o embarque, a viagem é confirmada. A empresa afirma que foi obrigada a suspender a linha promocional porque enfrenta custos maiores, principalmente dos preços das passagens.

O Procon Fortaleza registrou um aumento de 2.100% na quantidade de denúncias e reclamações de consumidores que relataram prejuízos entre R$ 9 mil a R$ 35 mil. O número saltou de um registro, no domingo (20), para 22 ocorrências até esta segunda (21). A 123 Milhas tem 10 dias para prestar esclarecimentos.

Segundo relatos registrados junto ao Procon, passageiros dizem, ainda, que não conseguem remarcar hotéis e passeios turísticos e de negócios já agendados e contratados, o que tem causado enormes prejuízos. Uma consumidora relatou que, em maio desse ano, comprou três passagens para Buenos Aires (categoria PROMO), no valor total de R$ 4.403,70. Com as passagens canceladas, a 12 dias da viagem, e com hotéis e passeios já programados, foi dada a opção de voucher para recompra de passagem. No entanto, no mesmo trecho, as mesmas passagens já custam R$ 9.954,39, uma diferença de 126%. Segundo a consumidora, a 123 Milhas condiciona a utilização do voucher para compras de produtos da mesma empresa.

Leia também | Ministério da Justiça abre processo contra a 123 Milhas por suspensão de pacotes

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