O terremoto de magnitude 6,8 que atingiu o Marrocos, na sexta-feira (8), resultou em um trágico número de vítimas, com o balanço de mortos agora alcançando 1.305, em comparação com o número anterior de 1.037 divulgado no início deste sábado (9). Além disso, o número de feridos aumentou para 1.832, dos quais 1.220 estão em estado grave. Em resposta à devastação, o governo decretou oficialmente um luto de três dias em homenagem às vítimas.
As autoridades locais consideram esse terremoto como o mais poderoso já registrado no país. O epicentro do tremor ocorreu às 23h11 no horário local (19h11, no horário de Brasília), localizado a 71 km a sudoeste de Marrakech.
De acordo com informações do Ministério do Interior, as províncias e municípios mais afetados pelo terremoto foram Al Haouz, Marrakech, Ouarzazate, Azilal, Chichaoua e Taroudant. Nas redes sociais, residentes nessas áreas registraram momentos de pânico e destruição causados pelos tremores.
Embora o terremoto tenha sido sentido com menos intensidade em cidades costeiras, como Rabat e Casablanca, e até mesmo em Fez, onde a seleção olímpica do Brasil está concentrada (a 530 km de Marrakech), a tragédia também atingiu províncias na região oeste da Argélia, país vizinho ao Marrocos. No entanto, as autoridades locais negaram a ocorrência de danos ou vítimas na Argélia.
Em resposta a essa tragédia, o Ministério do Interior anunciou que todas as autoridades foram mobilizadas e que "todos os recursos necessários estão sendo utilizados para intervir e prestar assistência às áreas afetadas" pelo terremoto. Vários governos estrangeiros, incluindo os Estados Unidos e a Espanha, ofereceram ajuda e enviaram equipes de resgate em caso de necessidade.




