Seis hospitais na Faixa de Gaza estão enfrentando um colapso iminente, uma crise que ameaça a vida de inúmeras pessoas devido à falta de combustível para os geradores. A situação foi agravada pelos recentes ataques e o bloqueio de Israel em resposta ao ataque do grupo terrorista Hamas em 7 de outubro. Com isso, o fornecimento de recursos essenciais para o território está dificultado.
A falta de combustível para os geradores de hospitais é um problema crítico. A Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) pode suspender suas atividades em breve, afetando seriamente os serviços de assistência médica e humanitária. Enquanto a Faixa de Gaza já enfrentava dificuldades de acesso a cuidados de saúde adequados, essa crise atual torna a situação insustentável.
De acordo com informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), seis hospitais na Faixa de Gaza tiveram que fechar as portas devido à falta de combustível. Esse cenário tem levado a consequências dramáticas, com médicos sendo forçados a realizar procedimentos cirúrgicos sem anestesia adequada, agravando ainda mais o sofrimento dos pacientes.
O Dr. Ahmad Abdul Hadi, cirurgião ortopédico do hospital Nasser, descreveu a situação desesperadora, onde não há produtos anestésicos suficientes para tratar os pacientes gravemente feridos. Ele explicou que "os feridos estão sofrendo muito, e não podemos esperar para operá-los". A falta de recursos médicos adequados está elevando o risco de complicações e o sofrimento dos pacientes.
O diretor do hospital Shifa, Mohammed Abu Selmeya, alertou que mais de 90% dos medicamentos e produtos médicos essenciais se esgotaram.
"O tempo está se esgotando. Precisamos urgentemente de combustível", declarou Juliette Touma, chefe da agência da ONU para os refugiados palestinos.
Israel se recusa a permitir a entrada de combustível, alegando que isso beneficiaria o Hamas. "Não, no momento não temos interesse em que a máquina militar do Hamas receba mais combustível e não autorizamos nenhum combustível", afirmou o conselheiro de Netanyahu, Mark Regev, à imprensa americana.
Os Estados Unidos consideram que um cessar-fogo "neste momento beneficiaria apenas o Hamas". Em vez disso, a Casa Branca sugeriu "pausas" para facilitar a entrega de ajuda humanitária.
Segundo a ONU, seriam necessários pelo menos 100 caminhões por dia carregados com ajuda humanitária para suprir na necessidade Gaza.
*Com informações do portal parceiro R7.




