Em meio à briga com o ex-ministro Ciro Gomes, o prefeito de Sobral, Ivo Gomes tomou o lado de Cid e afirmou nesta segunda-feira (30) que deixará o PDT caso o senador Cid Gomes venha a abandonar o partido. Em postagem no Instagram, Ivo Gomes foi perguntado: “PDT já era? Ou o senhor continua?, questionou o seguidor durante uma interação em uma caixinha de perguntas nos stories. “Vou para onde o Cid for”, respondeu prontamente Ivo.
No contexto das eleições municipais de 2024, Cid e Ciro Gomes discordam sobre qual deverá ser o papel do PDT no pleito. Por um lado Cid quer recuperar o alinhamento com o PT, enquanto Ciro defende a reeleição de José Sarto.
Na semana passada, Cid sinalizou aos colegas do Senado que está de saída do PDT e, consequentemente, da liderança da sigla na Casa. Cid fez uma fala em tom de despedida na reunião de líderes e abriu negociação com o Podemos.
Cid Gomes: “reunião nacional do PDT foi deprimente”
O senador Cid Gomes (PDT) comentou sobre a reunião nacional do PDT e criticou a intervenção da legenda que o destituiu do comando do diretório estadual. O pedetista reuniu sua ala do partido, nesta segunda-feira (30), para definir rumos políticos e um novo encontro foi convocado para discutir o futuro. Ele classificou a reunião nacional da legenda como “deprimente” citando também o embate com o próprio irmão, Ciro Gomes.
“Essa reunião foi muito desagradável, que vai ficar como um dos piores momentos da minha vida, muito ruim o clima, irmãos não só o Ciro e eu, mas irmãos daqui do Ceará, velhos amigos se expondo e se digladiando na frente de uma plateia de todo lugar do Brasil, então foi um momento muito deprimente, a gente precisa agora serenar a cabeça”, afirmou.
Cid também afirmou que a decisão que o tirou do diretório não levou em conta o que ele chamou de princípio básico da democracia que é o respeito a quem possui a maioria dentro do partido. Ele prometeu debater o seu próprio futuro dentro da legenda, em um momento em que os ânimos estiverem menos acalorados.
“O que estamos representando é uma maioria do partido que se representa em cinco de seis deputados federais, contando os que estão em exercício, 13 de 16 deputados estaduais, contando os licenciados e os que estão em exercício, uma ampla maioria dos prefeitos, dos vereadores, ampla maioria do diretório. O que estamos querendo é que se cumpra um princípio básico da democracia que é quem tem a maioria, representa o partido ou é o eleito, ou é o vitorioso, mas infelizmente gestões nacionais têm impedido que a maioria do diretório do PDT do Ceará se expresse”, completou.
Leia também | Cid Gomes afirma que reunião nacional do PDT foi deprimente